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Capital

Rajadas de até 48 km/h derrubam árvore sobre carro e causam prejuízos

Primeiras gotas de chuva caíram sobre Campo Grande por volta das 13h, junto a fortes ventos

Por Nyelder Rodrigues e Bruna Marques | 09/10/2021 16:15
Queda de árvore fechou rua e causou danos ao carro que estava sob ela durante a chuva desta tarde (Foto: Henrique Kawaminami)
Queda de árvore fechou rua e causou danos ao carro que estava sob ela durante a chuva desta tarde (Foto: Henrique Kawaminami)

Uma média de 22 km/h na faixa entre 14h e 15h e rajadas de 48 km/h no mesmo período foram suficientes para causar estragos em várias regiões de Campo Grande, com queda de árvores e outras estruturas, além de danos em veículos atingidos, a partir da chuva registrada na tarde deste sábado (9) em vários locais da cidade.

Em um deles, um Nissan Livina foi atingido e a via totalmente fechada para remoção da árvore que caiu ali. O caso aconteceu na esquina das ruas Simone Gomes Leal e Sizuo Nakazato, no bairro Itamaracá - que fica na região sul da Capital. Os dados sobre a velocidade do vento são do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Morando há três anos naquele local, a advogada Nadja Martinowicz, de 42 anos, comenta que há algum tempo um vizinho que tinha problemas com acumulação de materiais morou na casa onde ficava uma árvore de grande porte, mas o local acabou incendiado, atingindo a planta, que desde então ficou fragilizada, sem tratamento.

"Nenhuma providência foi tomada e aí está o resultado hoje. A árvore cedeu desde à raíz, o que é um risco, já que nesta rua tem crianças que brincam o tempo todo e é bem perigoso. Por sorte hoje elas não estavam na rua", comenta a moradora.

Já o dono do carro atingido é Leonardo Ribeiro, de 38 anos, que deixou o veículo sob a planta hoje para poder limpar a garagem onde geralmente ele fica estacionado. "Na hora não ouvimos nada, foram os vizinhos que nos chamaram. Uma pena, já que cheguei a contratar o seguro, mas faltava a vistoria, não estava válido ainda".

Agora, Leonardo não faz ideia de quanto ficará de prejuízo, já que a parte traseira do carro ficou bastante danificada, inclusive com a suspensão na parte da suspensão, segundo ele contou à reportagem que foi até ao local.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até o local e, enquanto os dados do incidentes eram coletados, eles faziam a remoção da árvore com uma motosserra, cortando ela em vários pedaços para que o carro pudesse sair dali e a rua fosse desocupada.

Fiação, poste e até parte do muro da casa foram levados juntos com a queda da árvore gigante de 26 metros no Sayonara (Foto: Henrique Kawaminami)
Fiação, poste e até parte do muro da casa foram levados juntos com a queda da árvore gigante de 26 metros no Sayonara (Foto: Henrique Kawaminami)

Outros casos - Também foram registrados casos nas ruas Asa Branca, no bairro Enseada, onde a árvore caiu e derrubou junto vários fios, além de outra queda ocorrida na avenida Júlio Dittmar, no bairro Sayonara, quebrando o muros e fechando o tráfego do local. Na rua Tiete, Vila Sobrinho, também houve danos.

No Sayonara, moradora de 41 anos que preferiu permanecer anônima disse que o vento ali registrado foi "coisa de cinco minutos". "Quando começou a ventar, já ficamos com medo", disse à reportagem do Campo Grande News a mulher.

Com a queda, parte do muro da sua residência onde ela estava foi danificada. A árvore, de 26 metros, tombou para o lado da rua e derrubou um poste de energia elétrica. Com a pista interditada, os veículos desviavam pela ciclovia. Além disso, o muro da casa foi quebrado pela raiz da árvore, que acabou sendo exposta no tombamento.

A moradora disse que a Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana) havia autorizado a remoção e a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) até enviou uma equipe ao local há 20 dias, mas não houve a poda.

Isso aconteceu pois o caminhão muck da usada pela equipe só comportava árvore de até 12 metros. A retirada seria repassada ao Corpo de Bombeiros. Segundo a moradora, a árvore estava oca, devorada por cupins e, do lado esquerdo, tinha apodrecido.

*texto atualizado às 17h para acréscimo de informações

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