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Campo Grande, Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

08/09/2017 15:00

Santa Casa ainda não definiu transferência de leitos, diz presidente

A instituição de saúde negocia a venda de seis leitos para o hospital Nosso Lar

Mayara Bueno
Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo).

A Santa Casa de Campo Grande ainda não concluiu a negociação sobre a transferência de leitos da psiquiatria para o hospital Nosso Lar, de acordo com o presidente da instituição de saúde, Esacheu Nascimento. Nesta sexta-feira, dia 8, o dirigente disse que a área médica ainda negocia a situação. "Ainda não fechamos", disse. 

No dia, a unidade justificou que, “o setor tem um custo de R$ 440 mil ao mês e o hospital recebe cerca de R$ 19 mil por mês (média dos últimos seis meses) para sua manutenção. Portanto a Santa Casa, que é apenas prestadora do serviço, é quem vem bancando em quase 100%".

O diretor do hospital psiquiátrico, Enier Guerreiro da Fonseca, afirmou no dia 6 que a Santa Casa negocia a compra de seis leitos na ala privada do Nosso Lar para transferir os pacientes.

"Seriam (transferidos) os pacientes remanescentes no setor", explicou Esacheu, afirmando que o acordo está sendo feito entre as direções técnicas das duas instituições de saúde.

O anúncio do 'fechamento' da ala psiquiátrica da Santa Casa gerou discussão em algumas áreas e motivou uma reunião entre a Comissão Permanente de Saúde da Assembleia de Mato Grosso do Sul, Defensoria Pública e representantes dos psiquiatras.

A possibilidade de uma ação judicial não é descartada, segundo disse, ontem, o presidente da Comissão na Assembleia, deputado Paulo Siufi (PMDB).

Sem comentar o fechamento em si, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), disse que a Santa Casa tumultua ao anunciar situações como essa e que a ação é forma de tentar pressionar o Poder Público.

Mês passado, o hospital havia fechado os portões do Pronto Socorro para a demanda espontânea de emergências do município, deixando apenas a entrada livre para pacientes regulados. A alegação da unidade de saúde na época foi de que, além da superlotação de pacientes, a Santa Casa opera com déficit de R$ 3 milhões mês.




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