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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/01/2013 16:54

Santa Casa deixa de transplantar dois rins por falta de medicamento

Nícholas Vasconcelos
Santa Casa deixou de fazer transplante de rins por falta de medicamento que evita rejeição. (Foto: João Garrigó)Santa Casa deixou de fazer transplante de rins por falta de medicamento que evita rejeição. (Foto: João Garrigó)

A Santa Casa de Campo Grande deixou de fazer duas cirurgias de transplante de rim por falta de um medicamento considerado essencial para o procedimento. De acordo com a Central de Transplantes de Mato Grosso do Sul, há dois dias as equipes responsáveis pelos transplantes estavam envolvidas na realização do procedimento, que precisou ser abortado pela falta do medicamento Simulect e da substância timoglobulina.

“Não podemos correr o risco de fazer o transplante e o paciente sofrer rejeição”, explicou a responsável pela Central, Claire Miozzo.

Como o rim era de um doador morto, duas pessoas seriam atendidas pelo transplante. Hoje a fila de espera é de 393 em Mato Grosso do Sul e a Santa Casa é o único hospital do Estado que faz esse tipo de cirurgia.

A cirurgia de retirada foi hoje pela manhã e neste sábado (19) os pacientes que receberiam os rins viriam do interior para Capital para receber os órgãos.

“É extremamente frustrante porque conseguimos o mais difícil, que é o doador, e não pudemos fazer”, desabafou a responsável. Com a negativa aqui, os rins tiveram de ser ofertados para a Central Nacional de Transplantes e serão enviados para doadores de fora de MS, conforme a orientação do Ministério da Saúde.

Claire disse que desconhece o motivo da falta dos remédios, já que o hospital informou apenas que eles não estão disponíveis.

O Campo Grande News apurou que cada ampola do Simulect custa cerca de R$ 7,5 mil. O medicamento precisa ser administrado no dia do transplante e no quarto dia após o procedimento cirúrgico. O medicamento pode ser substituído pela timoglobulina.

Apesar do alto preço, o Governo Federal reembolsa os valores gastos em procedimentos com transplantes. Como somente a Santa Casa realiza esse tipo de procedimento, não há como solicitar empréstimo para outra unidade hospitalar.

Conforme a fonte ouvida pela reportagem, o medicamento não foi comprado por falta de previsão.

“Alguém falhou, mas não pode ter falha porque compromete o trabalho de toda aquela equipe”, disse a pessoa que pede para não ser identificada.

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa, mas não obteve retorno quanto a falta dos dois remédios.



È lamentável nos dia de hj lermos reportagem, falando que foi suspensa cirurgia por falta de medicamentos.
E é de conhecimentos de todos que os governos estadual e municipal e federal tem dinheiro pra esses fins.
Agora ficam contratando funcionários fantasmas, como veio a publico agora.
Se a família desses governantes precisasse um dia de um transplante, talvez seria diferente olharia com outros olhos a situação caótica que esta a saúde em geral.
Porque se esta faltando medicamentos, não é para A,B ou C é para todos.
Foram 16 anos um governo escondendo as coisa erradas do outro, ai entra outro partido as coisas aparece. É um brincadeira e de muito mal gosto.
 
Benê Rodrigues em 19/01/2013 10:23:29
É uma vergonha! Como sempre a população sempre sofre, lamento por esses pacientes que tanto sonha por uma vida normal! Espero que dê tudo certo para eles, não percam as esperanças!
 
Cristiane Lima em 19/01/2013 07:19:05
Sou doador de órgãos,córneas, tecido e medula. Também faço aférese periodicamente no HEMOSUL. Com frequência participo voluntariamente de campanhas e outros eventos sobre o tema ora mencionado. Até palestras eu ministro, e tudo por puro amor ao meu próximo. Vejo essa notícia com profunda tristeza e muita, muita revolta. É pura e simplesmente descaso para com a vida humana.
 
Fernando Silva em 18/01/2013 21:38:08
Aí está um exemplo para o governo estadual e municipal que doaram dinheiro para escolas de samba para fins carnavalescos, mas não tem dinheiro para remédios e tantas outras necessidades nos hospitais e upas de Campo Grande. É um ato vergonhoso e revoltante que merece investigação do dinheiro mau aplicado do contribuinte. Duas pessoas deixam de ser atendidas por atos de irresponsabilidade de quem estão investidos de poder público.
 
João Alves de Souza em 18/01/2013 20:28:44
Que pena , eu lamento demais pois duas pessoas estão deixando de levar vidas normais e continuarão na dependência da maquina. Realmente lamentável.
 
Lucyneide Santos em 18/01/2013 17:39:23
Isso é um absurdo as pessoas fica na fila durante anos, e quando aparece simplesmente nao faz por que nao tem o rémedio?A cada dia a situacao Saúde fica pior nessa cidade.Esses dias precisei e fui no UPA do Universitaria o posto em si é muito bonito.Mas atendimento uma vergonha estava com sitomas de dengue, fui la fiz a ficha como estva lotado resolvi i no posto das Moreninhas la fui atendida rapido, depois de 4 horas voltei no UPA pra pegar remedio, ai estou na fila chama meu nome.Quer dizer eu ia fica 5 horas pra passar pela TRIAGEM ia leva mas um dia para passar pelo medico.Uma verdadeira vergonha.Não adianta construir hospitais lindo se nao tem atendimento, nao tem medico.Eu nunca tinha ido e fiquei besta de ver como as pessoas sao tratadas como um nada, sendo que paga por tdo ali.
 
Susan k. Mendes em 18/01/2013 17:31:27
Que pena mesmo. Pois minha mãe fazia Hemo e tinha muitas pessoas do interior na espera. É frustante isso.
 
alessandra Silva em 18/01/2013 17:05:15
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