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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

03/02/2011 12:26

Saúde reconhece superlotação nos hospitais da Capital

Paulo Fernandes e Aline Queiroz

Macas viram leitos e paciente morreu em frente a hospital.

Secretaria-adjunta Ana Lúcia Lírio disse que falta dinheiro aos hospitais (foto: João Garrigó/Campo Grande News)Secretaria-adjunta Ana Lúcia Lírio disse que falta dinheiro aos hospitais (foto: João Garrigó/Campo Grande News)

Um dia após Doralina Souza Alves, de 70 anos, ter morrido na calçada do Hospital Regional, a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Lúcia Lírio, reconheceu nesta quinta-feira que o problema de superlotação existe na Santa Casa, no Hospital Regional e no Hospital Universitário de Campo Grande.

“Há um problema de superlotação dos três hospitais que atendem Campo Grande”, disse a secretária-adjunta.

Por causa da superlotação, as macas que deveriam ser usadas apenas para transportar os pacientes viram leitos improvisados. Um paciente chegou a esperar 7 horas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sem poder ser transferido a hospital por falta de maca.

Para Ana Lúcia, a única solução seria um aumento considerável no orçamento dos hospitais. Hoje, segundo ela, os recursos são voltados para atendimento primário, o PSF (Programa Saúde da Família).

Sobram, segundo ela, “recursos escassos” para os atendimentos nos hospitais. “Há falta de leitos para terapia intensiva”, diz.

Ana Lúcia afirma ainda que um dos motivos da superlotação é a eficiência do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), que consegue socorrer com rapidez pacientes que antes morreriam antes do socorro chegar.

Procurador Mauri Riciotti diz que MPE já instaurou mais de 100 procedimentos para ajustar atendimentos na área de saúde pública (foto: João Garrigó/Campo Grande News)Procurador Mauri Riciotti diz que MPE já instaurou mais de 100 procedimentos para ajustar atendimentos na área de saúde pública (foto: João Garrigó/Campo Grande News)

Promotoria - Só o MPE (Ministério Público Estadual) já instaurou mais de 100 procedimentos para ajustar atendimentos na área de saúde pública. A informação é do procurador e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias dos Direitos Constitucionais do Cidadão e dos Direitos Humanos, Mauri Riciotti.

De acordo com o procurador, quando o MPE receber as informações referentes aos problemas denunciados em hospitais de Campo Grande, poderá adotar as medidas necessárias.

Em relação à morte da paciente Doralina Souza Alves, 70 anos, ocorrida ontem na calçada do HR (Hospital Regional), ele disse que poderá instaurar ação civil pública. “Isso se tiver instrumentos”, pondera o procurador.

Ele esteve em reunião esta manhã com diretores da Santa Casa e a secretária adjunta da Sesau, Ana Lúcia Lírio. Assuntos referentes à intervenção no hospital foram discutidos. O procurador ressalta que a reunião é de rotina e não detalhou o teor dos debates.



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