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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

14/01/2011 15:30

Córrego Prosa terá mais estragos, afirma secretário

Nadyenka Castro

De Marco diz que outras obras agravam situação do Prosa

Força e volume da água na cachoeira do Córrego Prosa durante a chuva de quinta-feira. (Foto: João Garrigó)Força e volume da água na cachoeira do Córrego Prosa durante a chuva de quinta-feira. (Foto: João Garrigó)

As fortes chuvas comuns nesta época do ano vão causar ainda mais estragos no Córrego Prosa, em Campo Grande. A informação é do secretário municipal de Infraestrutura,Transporte e Habitação, João Antonio De Marco.

A precipitação dos últimos dias já levou parte do gabião, destruiu sacos com areia e a grama plantada à margem do córrego justamente para reduzir as enchentes, nas proximidades da avenida Ricardo Brandão, que ano passado teve um trecho destruído por uma forte chuva.

Segundo o secretário, esta situação já era prevista e a tendência é que se agrave ainda mais. Ele explica que isso acontece porque obras de contenção de enchentes canalizaram a água para o Prosa e com isso a enxurrada é mais forte ainda.

“Conseguimos conter enchentes perto do shopping e na Ceará. Locais que antes tinham e agora não têm mais. Com isso, as águas passam com mais velocidade”, justifica o secretário. “Tira enchente de um lugar e vai para outro. Todas as cidades passam por isso”, afirma.

De Marco explica que por causa de outras obras de contenção houve mudanças no Prosa e os problemas vão continuar. “A situação tende a se agravar. Mudou o comportamento do córrego. Aumentou a velocidade da água e isso trará mais problemas para o Prosa”.

O secretário defende os serviços executados. “O trabalho não foi mal feito. Foi executado conforme o projeto”, afirma De Marco.

Efeito dominó-A obra na avenida Ceará, necessária por causa da cratera aberta ano passado com o volume da chuva, também é “culpada” pelos estragos no Prosa, conforme o secretário. “Quando nós fizemos lá (o gabião, a areia, as gramas) não tinha ainda a obra da Ceará”, declara De Marco.

O secretário diz que a situação já era prevista e por isso reparos no local foram incluídos no projeto de obras emergenciais enviado ao Ministério da Integração Nacional.

Os reparos nas margens devem começar quando as chuvas diminuírem. “Quando parar de chover vamos recompor o que a água levou”, afirmou o secretário.

Será construída uma barragem no Prosa. A licitação para a obra sai neste mês e o custo será de cerca de R$ 2 milhões.

De acordo com De Marco, o reservatório de detenção de água que está sendo construído em frente ao Shopping Campo Grande também irá contribuir para evitar mais estragos.



Realmente são verdadeiras pérolas: "Tira enchente de um lugar e vai para outro. Todas as cidades passam por isso", ou seja, depois precisa de mais dinheiro para "mudar" as enchentes de lugar de novo e a melhor: “O trabalho não foi mal feito. Foi executado conforme o projeto", passou atestado de incompetência, pois significa que o projeto foi mal feito!!! Será que o prefeito viu essas declarações de seu secretário? Não acredito nisso!!!
 
Rubnei Porto em 15/01/2011 05:49:57
INCOMPETÊNCIA SEM TAMANHO!!! É PRÁ ACABAR!!!
 
João André em 14/01/2011 10:03:18
POde parecer meio distante da nossa realidade mas olhe esta reportagem que fizeram no japão 13 milhoes de pessoas vivem lá e não tem enchentes , é um pouco de cada parte ,do governo investindo em obras e a população em manter a cidade limpa , evitando assim a obstrução dos bueiros

http://www.youtube.com/watch?v=AEuIgfQlkYs

Olhem como lá deu certo
 
Hilton da Cruz Rodrigues em 14/01/2011 08:17:03
Se escavar a margem original de um corrego e plantar exatamente na epoca das chuvas for obra adequada, então esses caras merecem o "oscar". Qualquer criança sabe que esta é uma atitude proxima de crime ambiental. Basta acompanhar o corrego e ver onde esta grama esta depositada.
 
AGRICIO ARAUJO em 14/01/2011 05:27:20
QUER DIZER QUE OS ESTRAGOS ESTAVAM PREVISTOS, ENTAO ESTAO GASTANDO NOSSO DINHEIRO Á TOA, MANDANDO POR AGUA ABAIXO...!!!
 
MARYOCAMARGO em 14/01/2011 04:33:10
Ao contrário do que disse o secretário De Marco, existe sim formas de não alargar as ruas e não provocar estragos nos rios. Só um exemplo: Construir galerias com tubulações de saída para um volume de água que o córrego possa receber. Como a soma dos diâmetros das tubulações de entrada (que vem da rua) será maior do que as tubulações de saída (que vai para o córrego) estas galerias irão represar a água da chuva e após seu término continuará enviando água para o rio até seu esvaziamento. Com isso a rua não alaga e o córrego não enche. Basta calcular corretamente o volume de água para dias atípicos de forte chuva e construir galerias que suporte este volume. Acontece que esse secretário é o mais incompetente que CG já teve, não faz nada certo e só fala besteira quando é convocado a dar entrevistas. Cá pra nós, ter que escutar que "os rios inundam em virtude do ótimo sistema de drenagem feito pela prefeitura" é pra acabar. Se continuar do jeito que está vamos ver por muitos anos obras sendo feitas, com o nosso dinheiro, e indo embora com a chuva.
 
Antônio Carlos em 14/01/2011 04:09:34
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