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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

12/01/2011 14:40

Reparos antigos na Ernesto Geisel ameaçam ceder e preocupam comerciantes

Ricardo Campos Jr.

Alagamentos em dias de chuva indicam problema maior

Marcado por alagamentos em dias de chuva, o trecho da avenida Ernesto Geisel onde há o encontro dos córregos Segredo e Prosa, formando o Rio Anhanduí, tem sido motivo de preocupação para comerciantes. Reparos mal feitos em uma das obras mais antigas da cidade deixam o local vulnerável, segundo o testemunho quem trabalha ou vive no local e convive de perto com os prejuízos provocados pelas chuvas e pela enxurrada.

Dono de um estabelecimento de peças e acessórios para motos bem em frente ao problema, Washington da Silva, 41 anos, lembra que há 4 anos parte da placa de concreto na lateral do córrego desabou, levando com ela um trecho da Ernesto Geisel. Na época, o local ficou completamente interditado, o que segundo ele, representou 50% a menos nas vendas.

“Só os clientes que estavam fidelizados que vinham”, conta Washington, “Ficou interditado por 40 dias”.

Engenheiro avaliou local a pedido de comerciante. Placas de metal colocadas param evitar queda de muros de contenção não adiantam. (Foto: João Garrigó)Engenheiro avaliou local a pedido de comerciante. Placas de metal colocadas param evitar queda de muros de contenção não adiantam. (Foto: João Garrigó)

O engenheiro Cláudio Anache foi ao local a pedido do comerciante para avaliar os riscos. Ele constatou que no reparo feito há 4 anos não foi dada importância suficiente para as placas ao lado daquela que desabou e que também ameaçavam cair.

“Foi feita uma obra paliativa, onde observei que há outras paredes em condições de cair, onde foram colocadas chapas de ferro para segurá-las, o que não resolverá. Observa-se que o asfalto nas imediações já está em processo de recalque”, avaliou Anache.

Nota-se no local a abertura de um buraco no canteiro entre o córrego e a avenida. A impressão é que a parede está novamente sendo empurrada. Na opinião do engenheiro, a obra feita em gestões passadas já não é suficiente diante das mudanças que o local sofreu.

Erosão já provocou buraco entre muro e canteiro (Foto: João Garrigó)Erosão já provocou buraco entre muro e canteiro (Foto: João Garrigó)

“Há uma parede de concreto muito fina pela altura e pressão do volume de terra existente. Vejo claramente que há a necessidade de uma galeria de concreto”, avalia.

Um dos sinais observados pelo engenheiro é justamente o alagamento. O asfalto está afundando aos poucos. Quando chove, a água empossa. Washington conta que a enxurrada só não invade a loja dele porque a construção é feita em altura maior que o nível da avenida.

“Se cair outra placa dessas aí haverá perda no comércio. Aqui direto fica criando buraco. Aí eles colocam uma camada de massa asfáltica que não resolve”, diz o comerciante.

Após as chuvas do último fim de semana, outro sinal indicou fragilidade em obras feitas em outros pontos da cidade. Pedras foram trazidas pela correnteza e ficaram depositadas onde os dois córregos se juntam.

A suspeita do comerciante é que tenham vindo pelo Prosa. “Eu fico preocupado em como a Fernando Corrêa da Costa está por baixo com essas erosões”, disse Washington.

Problema novo - Do lado oposto na Ernesto Geisel, o estudante de 15 anos Daniel Lucas Monteiro, que ajuda o pai na borracharia da família, chegou a filmar o transbordamento do rio Anhanduí nas chuvas do fim de semana passado.

“A água começou a fazer ondas. Só não entraram aqui (borracharia) por causa da altura da calçada, que é tipo uma rampa”, conta o garoto que disse ainda nunca ter visto inundações por conta do rio no local.

O Campo Grande News entrou em contato com a Prefeitura por meio da assessoria de imprensa e não obteve retorno a respeito do assunto até o fechamento dessa reportagem.



nao falo mais nada/~.
 
samuel bernadini alves em 13/01/2011 12:42:07
Seria muito bom se o pessoal que trabalhou com o levy ou com o pedrossian ainda estivesse na ativa, pois a turma atual ou não é do ramo ou não estão tendo as condições necessarias de nossa prefeitura para fazer a coisa certa da primeira vez. Vamos ter muitos problemas a continuar fazendo reparos e obras de ma qualidade como as da Enesto Geisel.
 
AGRICIO ARAUJO em 13/01/2011 11:58:11


So gostaria de dar uma dica para o fim deste problema de enchente na capital , chama o Levy Dias , a equipe que ele tinha quando prefeito , escuta os caras , as obras que eles fizeram na maracaju sim pelo jeito vao durar 100 anos , nao este arremedo de obras que estao fazendo , para nao dizer outra coisa... poe chefia que atua na area no negocio , senao acontece o que estamos vendo...
 
Renato Dutra em 13/01/2011 10:31:13
Creio que um dos grandes problemas hoje enfrentado por Campo Grande em relação aos corregos que cruzam nossa cidade, é o simples fato de que canalizarão os rios, tanto da Rua Maracajú como da Av. Fernando Correa, e colocaram o encontro das aguas para Av. Pre. Ernesto Geisel. Acontece que, com a grande quantidade de chuva um corrego somente não consegue suportar a grande demanda, daí, vem o chamado transbordo. Penso que a solução não está somente na canalização, mas sim em um divirsor de águas.
 
Geovany Santos da Silva em 13/01/2011 10:28:10

O que tem que reparar é a prefeitura,já faz tempo que ela precisa ser reparada,mas o Mp nào repara nada.
 
marco antonio em 13/01/2011 09:40:49
poderia sim canalizar.. mais também contatar gente que entenda de engenharia para fazer os reparos... absurdo oq fizeram na Enesto Geisel na altura do antigo pontilhão ferroviario.. COLOCARAM TRILHOS PARA SEGURAR AS PAREDES ... FAZ UNS 4 MESES TA LA O NEGOCIO JA DESTRUIDO E PARTE DO ASFALTO INDO PRAS CUCUNHA. QUALÉ PREFEITO.. VAI VIRAR O DUNGA AGORA?
 
Rafael Moreira Correia em 12/01/2011 05:29:06
PREFEF DEVERIA CANALIZAR TODA ESTRUTURA DOS CORREGOS EM CAMPO GRANDE COMO FEZ COM A RUA MARACAJU...
 
elidio vicente pereira filho em 12/01/2011 02:44:39
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