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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/05/2015 17:55

Sem acordo, médicos mantém greve e 2,8 mil são prejudicados por dia

Michel Faustino
Reunião realizada na semana passada também terminou sem acordo. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Reunião realizada na semana passada também terminou sem acordo. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

Nova reunião entre Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e MPE (Ministério Público Estadual) realizada ao longo desta segunda-feira (18) terminou, mais uma vez, sem uma solução para o fim da greve na rede pública de saúde da Capital. Sem acordo, os médicos mantém a paralisação que chega ao quarto dia e na ponta deste impasse estão aproximadamente 2,8 mil pessoas que deixam de ser atendidas por dia.

Segundo a assessoria de imprensa do Sinmed-MS, novamente, a ausência de representantes das secretarias de Finanças e Administração impediu que as partes chegassem a um “acordo”, no entanto, a Prefeitura se comprometeu a apresentar uma proposta concreta para a categoria  nesta terça-feira (19) até às 16h.

Conforme o Sinmed-MS, a categoria espera que esta proposta contemple três reivindicações:: retorno das gratificações, pagamento retroativo e percentual de reajuste da data-base. Assim que apresentada, a proposta será levada a assembleia onde os médicos devem decidir se aceitam ou não e por sua vez definam a manutenção ou termino da paralisação.

Por parte dos médicos, ficou garantido a manutenção de 50% dos funcionários nos casos de urgência e emergência nas UPA's (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS's (Centros Regionais de Saúde).

Atendimento prejudicado – Por outro lado, estimativa feita junto a números da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) apontam que ao menos 2,8 mil pessoas estão deixando de ser atendidas por dia, por conta da greve.

De acordo com a Sesau, Campo Grande possui 25 UBS's (Unidades Básicas de Saúde) e 38 UBSF's (Unidades Básicas de Saúde da Família), onde são realizados os atendimentos ambulatoriais.

Na UBS, por exemplo, a média de atendimento é de 32 pacientes por dia, levando em consideração que em cada uma trabalham dois médicos. Já nas UBSF's a média é de 28/dia.

Com isso, somando todas unidades e números de pacientes, cerca de 800 pacientes deixam de ser atendidos nas UBS's e 1.068 nas UBSF's, além de cerca 1 mil pacientes no CEM, totalizando mais de 2,8 mil pacientes não atendidos por dia.



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