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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

04/05/2015 19:22

Sem acordo, médicos mantém greve na Capital a partir de quarta-feira

Antonio Marques
Médicos decidiram greve a partir do dia 6 por tempo indeterminado (Foto: Divulgação)Médicos decidiram greve a partir do dia 6 por tempo indeterminado (Foto: Divulgação)

Sem acordo com a Prefeitura, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso Sul (Sinmed-MS), Valdir ShigueiroSiroma, afirmou que a partir da próxima quarta-feira, dia 6, a categoria vai paralisar as atividades na Capital. O atendimento à população será mantido apenas por 30% do efetivo, seguindo o que determina a legislação, mantendo normal o efetivo da urgência e emergência.

O sindicato iniciou as negociações salariais em janeiro passado e somente no final de abril a Prefeitura anunciou que não concederia o reajuste. “Pior que o reajuste zero foi o corte nas gratificações dos profissionais. Tudo o que conquistamos desde 2002 foi retirado. Isso é muito grave”, ressaltou ele.

Conforme Valdir Siroma, em reunião ocorrida na tarde de hoje na Secretaria Municipal de Saúde, o secretário de Saúde, Jamal Salem, teria dito que os plantões noturnos voltariam ao normal, sendo revogado a condição de o profissional ficar à disposição em casa. "Ficou exposto de nossa parte que antes de qualquer negociação queremos a volta dos adicionais que foram cortados", afirmou o presidente do sindicato.

Para o presidente do Sinmed-MS, o salário base de um médico da rede municipal de saúde é de R$ 2.580,00, com as gratificações esse valor chega a pouco mais de R$ 5 mil. Entretanto, com o corte feito pela administração, o salário líquido deve ficar abaixo dos R$ 2 mil, devido aos descontos dos impostos que compõem a folha.

A greve, que foi decidida na Assembleia do sindicato no dia 29, permanecerá por tempo indeterminado até que a Prefeitura faça uma contraproposta à categoria, entre elas: reajuste salarial e do valor dos plantões e revogação do decreto que corta as gratificações dos profissionais.

"Pela primeira vez na história uma administração conseguiu revoltar tanto a classe médica. Tivemos uma assembleia tensa e notamos que a categoria não aceitará mais ser tratada com desdém pelos gestores. A saúde tem que ser tratada com mais respeito", garantiu Valdir Siroma.

Ainda conforme o presidente do Sinmed-MS, Jamal Salem teria concordado com o retorno das gratificações, porém dependeria de uma conversa com o prefeito Gilmar Olarte, que aconteceria ainda hoje. A reportagem ligou ao secretário, mas não foi atendida. De acordo com fontes na Sesau, ele estaria em reunião com o prefeito.

 

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