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Capital

Sem esboçar reação, assassina do Táxi da Vovó ouve sentença de 21 anos de prisão

Pamela Ortiz Carvalho cumprirá pena em regime fechado

Por Liniker Ribeiro e Aletheya Alves | 11/02/2021 16:17
Pamela Ortiz Carvalho foi condenada a 21 anos de prisão (Foto: Marcos Maluf)
Pamela Ortiz Carvalho foi condenada a 21 anos de prisão (Foto: Marcos Maluf)

A 12 dias do crime completar dois anos, Pamela Ortiz Carvalho, de 37 anos, foi condenada a 21 anos e seis meses de prisão pelo homicídio da aposentada Dirce Santoro Guimarães, de 79 anos, morta no dia 23 de fevereiro de 2019. A sentença, dada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, veio após cerca de 8 horas de sessão do julgamento que aconteceu entre a manhã e a tarde desta quinta-feira (11).

Após decisão dos jurados, que votaram pela condenação, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida decidiu ainda, que Pâmela deverá cumprir a pena em regime fechado. A construção final da pena levou em consideração o crime de homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e ocultação de cadáver. A personalidade agressiva de Pâmela, baseada na forma como o crime aconteceu, também foi destacada pelo juiz.

Ao ouvir a leitura da sentença, Pâmela não esboçou nenhuma reação.

Mais cedo, durante julgamento, a assassina confessa apresentou versão com falas contraditórias na tentativa de tentar justificar o crime e chegou a negar ter matado a vítima por dinheiro.

"Foi num impulso, momento de raiva, se fosse atitude pensada jamais faria isso", justificou. Em outro trecho, ela confirmou compras feitas em nome da vítima, mas alegou pagar por cada item comprado.

"Ela tirava as coisas no cartão para mim, mas eu pagava. Ficam falando que ela tinha dinheiro, mas ela não tinha. Era aposentada, levei ela até um Cras uma vez para cadastrar tarifa mínima de energia", relata a ré.

A relação entre as duas, de acordo com a ré, começou com caronas que dona Dirce pedia quando Pâmela fosse passar pela região ou ir ao Centro. Ela negou já ter feito parte de aplicativos de corrida, mas confirmou caronas a idosa.

No dia do crime, Pâmela menciona reclamações por parte da vítima e alega ter sido agredida pela idosa, com um “bofetão”, após a idosa cobra-la de dívidas. As duas estavam no carro da autora e, em determinado momento, a vítima teria saído do veículo e começado a andar a pé.

"Fui atrás dela para entrar, que eu ia deixá-la em casa, nisso ela grudou no meu cabelo, sem pensar eu peguei a mão dela e com a outra mão, virei e bati a cabeça da Dirce no meio-fio", afirmou Pâmela durante o julgamento.

"Quando bati e virei, estava saindo muito sangue do nariz e da boca. Foi quando me desesperei, vi que ela não estava mais respirando e arrastei para deixá-la debaixo do pé de goiaba, porque tinha muito sol", completa.

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