Sem luz desde quinta, moradores fecham rua com galhos em protesto
Energisa esteve na área para realizar reparos após o temporal, mas o transformador queimou novamente
Moradores do bairro Parque Dallas, situado na região das Três Barras, fecharam o cruzamento das Ruas Nicomedes Vieira de Rezende com Felipe Camarão na manhã deste domingo (13) com galhos de árvores em protesto contra a falta de energia elétrica. A interrupção no fornecimento de luz atinge trechos da vizinhança desde a ocorrência do temporal de 10 de setembro.
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Moradores do bairro Parque Dallas, em Campo Grande, bloquearam um cruzamento com galhos de árvores para protestar contra a falta de energia desde o temporal de 10 de setembro. O problema afeta casas isoladas, dificultando o atendimento da Energisa. Entre os prejudicados, uma vendedora de marmitas perdeu até R$ 1,5 mil em estoque e uma moradora diabética teve sua insulina estragada por falta de refrigeração.
De acordo com relatos, uma equipe da concessionária Energisa esteve na área para realizar reparos, mas o transformador voltou a apresentar falhas logo em seguida. Como o problema afeta apenas algumas ruas específicas e pontos isolados, os moradores apontam dificuldade no atendimento.
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"Como são algumas casas, a gente foi ficando pra trás, porque na outra região ali tem luz", relatou Andréa Armôa. "Não é o bairro inteiro, são algumas casas. E isso que tá dificultando, porque como é um ponto mais isolado, eles entendem que o bairro tem luz", explicou.
A falta prolongada de eletricidade tem gerado prejuízos a comerciantes locais e colocado em risco a saúde de moradores. Aparecida Natalina, que trabalha com a venda de marmitas e bolos, relatou perdas financeiras em razão do apagão.
"Todo o estoque de carne que eu tinha, comidas prontas que eu tinha e tive que fazer muita devolução de encomendas de bolo que não foi possível realizar, e bolos prontos também", afirmou. Ela estima perdas financeiras diretas entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, além do impacto com clientes que deixaram de ser atendidos.
O impacto também atinge a saúde de moradores que dependem de refrigeração para medicamentos. Elza Alves Martins relatou que perdeu os itens armazenados na geladeira e que sua insulina estragou por falta de refrigeração. "Eu uso insulina controlada. Já estragou. Não tá dando nem pra tomar mais", declarou.

Ela relata que a situação tem causado mal-estar físico. "Eu já tô até passando mal já de ficar sem tomar o remédio. Ontem mesmo eu fiquei travada, não conseguia dormir, não conseguia comer. A gente pagar energia certinho e ficar sem energia desde quinta-feira, não tem condições", completou.
Os manifestantes bloquearam todos os lados do cruzamento com galhos de árvore e informaram que a interrupção da via pública será mantida por tempo indeterminado, sem previsão de liberação até que a concessionária resolva o problema de energia.
Enquanto a reportagem esteve no local, equipe da concessionária atuava em um dos postes da região.
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