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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

15/03/2011 11:47

Sem recursos, condenação de Luiz Afonso a 20 anos transita em julgado

Marta Ferreira
Luiz Afonso: caso encerrado após 8 meses.Luiz Afonso: caso encerrado após 8 meses.

Transitou em julgado, sem que fossem apresentados recursos, a sentença que condenou a 20 anos de prisão o empresário Luiz Afonso Santos de Andrade, 43 anos, que matou a esposa, a arquiteta Eliane Nogueira, de 39 anos, no dia 2 de julho do ano passado, em Campo Grande. Dessa forma, o caso teve um desfecho pouco comum no Judiciário, já que nunca houve contestação das decisões judiciais, sempre contrárias a Luiz Afonso.

Não houve pedido de liberdade para ele, nem tentativa de mudar a decisão que o levou a júri, por homicídio triplamente qualificado, tampouco recurso contra a condenação final. A acusação também não recorreu para aumentar a pena, pois considerou a punição justa para o crime.

Por causa desses fatores, o teve encerramento relativamente rápido. No mesmo dia do crime o assassino foi preso e, 8 meses depois, está condenado e cumprindo pena em definitivamente.

Luiz Afonso foi julgado no dia 3 de março e o prazo para recursos venceu no dia 9 de março. Ele já cumpriu parte da pena, por estar preso desde o dia do assassinato. Conforme informou no dia do júri o promotor Renzo Siufi, deverá ficar, no total, 8 anos no regime fechado para pedir progressão de regime para o semiaberto.

Esse tempo pode ser menor se Luiz Afonso trabalhar na prisão, como prevê a legislação brasileira. Cada 3 dias trabalhado permite descontar um dia de pena.

O crime- Luiz Afonso confessou em juízo que matou a esposa na madrugada de 1º para 2 de julho do ano passado. O casal estaria em fase de separação.

Após uma discussão, Eliane desmaiou com um golpe aplicado por Luiz Afonso, uma gravata na definição dele, que achou que ela estava morta e rodou com a arquiteta dentro do veículo dela pela cidade.

Decidiu, então, simular um incêndio, segundo sua versão, e ateou fogo ao carro com o corpo da mulher dentro. Na história contada pelo empresário, a intenção seria de também se matar, mas acabou desistindo e abandonando o local.

Sobraram apenas 5% do corpo de Eliane para a perícia. Luiz Afonso silenciou em toda a fase de investigação, embora tenha havido, segundo a Polícia Civil, uma confissão informal. Na Justiça, seis meses depois, em seu primeiro depoimento, ele confessou o assassinato.

Para acusação, foi um crime motivado pelo ciúmes, tese que convenceu os jurados que condenaram o empresário.



Essa pessoa abominável deveria, no mínimo, ter prisão perpétua. Infelizmente não temos essa condenação. E, infelizmente, novamente, sabemos que logo essa criatura estará livre novamente. Nossos legisladores em Brasília deveriam mudar urgente o código penal.
 
Maria L. Moreira em 15/03/2011 12:32:03
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