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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/11/2015 17:56

Serviço administrativo tira 860 policiais das ruas na Capital, diz estudo

Ricardo Campos Jr.
ACS cobra menos policiais nas repartições públicas para reforçar equipes das ruas (Foto: Fernando Antunes)ACS cobra menos policiais nas repartições públicas para reforçar equipes das ruas (Foto: Fernando Antunes)

Estudo feito pela ACS (Associação de Cabos e Soldados de Mato Grosso do Sul) mostra que existem 860 policiais militares em Campo Grande cedidos para diversos órgãos do poder público longe das atividades ostensivas, que seriam a finalidade da corporação. A pesquisa, conforme a entidade, não tem o objetivo de desqualificar o trabalho exercido fora da PM, mas questiona se a quantidade não seria exagerada.

“Eu entendo que ali tem gente sobrando. São muitos chefes, oficiais que deveriam estar na rua”, opina o presidente da associação, Edmar Soares da Silva. Segundo ele, somente na Assembleia Legislativa são 14 policiais e no MPE (Ministério Público Estadual) são 33, além de outras repartições.

Ainda conforme o presidente da entidade, no estado todo existem 6,1 mil policiais. Os cedidos fazem parte dos 1,3 mil que estão longe das ruas, seja por trabalharem em outros lugares, seja por afastamento por problemas de saúde, férias, etc.

“É hora de ter oficial comandando viatura de madrugada para ajudar a tomar decisão, propiciando mais segurança aos policiais que hoje estão somente em dois na viatura. Evitaria sobrecarga de quem está na atividade fim”, explica.

Somente em Campo Grande, conforme Silva, são 140 oficiais nessa situação. “Eu acho que pelo menos 50% do efetivo à disposição da administração tinha que reforçar o policiamento ostensivo. É claro que se não tiver serviço administrativo também não tem operacional. Minha crítica é que tem muita gente. Tem que ter, mas não precisa ter tanto”.

Na opinião do presidente da ACS, em alguns casos os militares não precisam nem ser afastados das atividades burocráticas, mas o serviço poderia ser organizado de forma que eles, pelo menos um dia da semana, cumprissem jornada longe das salas fechadas.

O relatório da análise, segundo ele, será entregue aos gestores da corporação. “Eu vou fazer sugestões de como operacionalizar esses 860 na Capital. Se tiver como empregar esse pessoal aqui, tem como fazê-lo no interior também para colocar esses homens e mulheres na atividade fim”. 

O Campo Grande News entrou em contato com a PM, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno sobre o assunto.

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Falou muito, mas de uma forma superficial, pois entendo que não basta retirá-los das seções.
Vejam só sociedade, uma Policial Militar (Cabo da corporação) que atualmente trabalha como secretária do Secretário de Segurança Pública, ou seja, praticamente não corre risco algum no desempenho de suas atividades, recebe adicional que praticamente dobram seus vencimentos, enquanto o mesmo profissional que vive nas madrugadas arriscando sua vida não recebe nada de acréscimos em seus vencimentos.
Portanto, querem devolver esses militares (aspones) às ruas de nossa Capital, retirem essas regalias.

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL.
"sua prioridade, nosso compromisso".
 
TOYOSHI SATO em 10/11/2015 19:49:31
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