A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

11/07/2014 19:56

Servidora que cobrou propina deixa presídio para prestar novos depoimentos

Alan Diógenes

A servidora Roberlaine Patrícia Alves, de 28 anos, que trabalhava no Ministério da Saúde, quando cobrou R$ 150 mil em troca da liberação de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares para o Hospital do Câncer Alfredo Abraão, deixou o presídio feminino de Campo Grande, onde está presa há 25 dias, para prestar depoimento sobre novos fatos, que surgiram na investigação do caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Roberlaine foi ouvida, nexta-feira (11), na sede da PF (Polícia Federal) e as informações do depoimento não foram divulgadas por que estão sobre segredo de Justiça.

O namorado da ex-servidora, que foi desligada do Ministério da Saúde, assim que o caso veio a tona, é suspeito de emprestar o nome e o número de sua conta bancária para que o dinheiro fosse depositado. A Polícia Federal acredita que ele tinha conhecimento do esquema de corrupção. Ele será ouvido nesta segunda-feira (14), em São José dos Campos (SP).

Caso - A chantagem começou no dia 15 de maio, em encontro com o diretor-presidente do hospital, Carlos Coimbra, em Brasília. Primeiro, a servidora exigiu R$ 50 mil para agilizar a liberação de R$ 1 milhão para a compra de dois equipamentos. Depois, cobrou mais R$ 100 mil em troca de emenda de R$ 1,6 milhões para a instituição adquirir acelerador linear.

Indignado com a cobrança de propina, assim que voltou a Campo Grande, Coimbra procurou a promotora de Justiça, Paula Volpe, para denunciar o caso. Ela o aconselhou a acionar a PF (Polícia Federal), que detonou a investigação.
Com a autorização do juiz federal Odilon de Oliveira, Coimbra depositou R$ 50 mil em uma conta bancária informada pela servidora. O procedimento permitiu a PF rastrear a conta, de titularidade do pai de ex-namorado da funcionária do Ministério.

Ainda sob orientação da polícia, o presidente do hospital marcou uma reunião com a servidora em Campo Grande para lhe entregar o restante da propina. Em uma sala monitorada por agentes da PF, com câmaras e escutas, Coimbra entregou R$ 100 mil, em sete folhas de cheque, quatro de R$ 10 mil e três, de R$ 20 mil.

Suspeita de cobrar propina era pressionada e diz que agiu sozinha
Presa na noite do dia 17 de junho pela Polícia Federal no âmbito da ‘Operação Lantire’, Roberlayne Patrícia Alves, 28 anos, suspeita de pedir propina...
Inquérito que investiga caso de servidora que cobrou propina é prorrogado
O inquérito civil que investiga o caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cometido por Roberlaine Patrícia Alves, de 28 anos, servidora do M...
Ex-servidora diz que agiu sozinha ao cobrar propina de R$ 150 mil
A ex-servidora do Ministério da Saúde, Roberlayne Patrícia Alves, 28 anos, mantém a versão de quem agia sozinha ao cobrar propina de R$ 150 mil do Ho...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions