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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

02/10/2011 09:16

Síndica diz que edifício passou por vistoria dos Bombeiros há 15 dias

Fabiano Arruda e Viviane Oliveira
Incêndio começou em apartamento no 9º andar da segunda torre de edifício. (Foto: Simão Nogueira)Incêndio começou em apartamento no 9º andar da segunda torre de edifício. (Foto: Simão Nogueira)

A síndica Elisabeth Xavier, do edifício Leonardo da Vinci, que fica na Rua Amazonas, bairro Monte Castelo, em Campo Grande, disse há pouco que o prédio recebeu vistoria do Corpo de Bombeiros há cerca de 15 dias.

Segundo ela, a corporação constatou que não havia irregularidade no condomínio.

Bastante nervosa, ela afirmou que pelo menos cinco pessoas estariam internadas em unidades de saúde de Campo Grande, vítimas da intoxicação causada pelo incêndio registrado no prédio nesta madrugada, que matou um jovem de 24 anos.

Elisabeth afirma que a apuração do caso agora é feita pela Polícia Civil e por peritos da Plaenge, construtora do prédio, que estão no local.

Equipes responsáveis pela tubulação de gás do condomínio também estão no prédio.

A síndica garantiu que a situação está normal para os moradores, no entanto, pessoas que residem no edifício afirmam que a orientação é que os condôminos passem pelo menos um dia fora.

A movimentação no prédio é intensa agora pela manhã. Muitas pessoas entram e saem do local, com malas e mochilas, a pé ou em carros.

Inadequado - Segundo o morador Sandro Ferreira Delmondes, de 40 anos, o prédio não possui saída de emergência, apenas a escada.

Ele, que mora no 16º andar, estava com uma mochila nas mãos nesta manhã e afirmou que iria para casa da sogra.

Conforme ele, no momento do incêndio, a ordem era para que os moradores permanecessem em suas casas por conta do fluxo de fumaça “absurda” nas escadas.

“A escada estava tomada por fumaça. Teve gente que tentou descer mesmo assim. Algumas desmaiaram”, narra.

Outra informação apurada no prédio nesta manhã é que a porta da escada antiincêndio não foi fechada, o que teria acelerado a propagação da fumaça. Quando há incêndio, a porta, de ferro e pesada, possui um mecanismo que a trava e impede a proliferação da fumaça.

Incêndio - O fogo no edifício começou por volta das 2 horas deste domingo, iniciado no apartamento 904 do 9º andar, na segunda torre.

O publicitário Giovanni Sergio Dolabani Leite, de 24 anos, morreu por volta das 4h20, intoxicado. Ele chegou a ser encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, mas faleceu na unidade.

A vítima era portadora de necessidades especiais e se locomovia com dificuldade. Dalabani não era morador do apartamento no 9º andar. O publicitário residia no apartamento 1603 e teria inalado muita fumaça ao tentar descer às escadas.

Cada torre do edifício tem cerca de 40 apartamentos. Pelo menos 12 viaturas do Corpo de Bombeiros estiveram no local para combater as chamas. O alarme do edifício disparou e causou pânico entre os moradores.



A questão com certeza é outra... quando nos dermos conta que as orientações das autoridades, são para serem cumpridas, não apenas para nos livrarmos das multas, e sim para nossa própria segurança, aí teremos uma sociedade mais segura para todos!
 
André Carvalhial em 03/10/2011 01:42:09
Só após acontecer uma tragédia como esta é que nos alertamos da necessidade de tomarmos atitudes no quesito segurança, principalmente em locais onde possue grande concentração pública. O Corpo de Bombeiros deve fiscalizar, através da análise ainda na fase de projeto, a aplicação das normas da ABNT na execução do sistema de exaustão natural da fumaça em escadas enclausuradas, será que atendia?
 
Fausto T. Ruas em 02/10/2011 02:08:37
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