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Capital

“Só não desfila se chover canivete aberto” é lema de quem marcha até sem plateia

Escoteiros e integrantes de igreja enfrentaram o tempo instável e resolveram desfilar para público reduzido

Por Silvia Frias e Fernanda Palheta | 26/08/2026 09:07
“Só não desfila se chover canivete aberto” é lema de quem marcha até sem plateia
Grupo resolveu desfilar por conta da mobilização dos integrantes (Foto: Juliano Almeida)

A chuva começou a diminuir quando as medalhas foram entregues aos vencedores da Corrida do Facho. A essa altura, já havia sido dado o comunicado oficial do cancelamento do desfile pelos 127 anos de Campo Grande. Mas, pela Rua 13 de Maio, um grupo surgiu, com uma banda tocando marcha.

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Mesmo com o cancelamento do desfile pelos 127 anos de Campo Grande devido à chuva, cerca de 150 integrantes dos Aventureiros e Desbravadores da Igreja Adventista e 50 escoteiros do grupo Padre Heitor Castoldi desfilaram espontaneamente pela Rua 13 de Maio. Os grupos alegaram que a expectativa e a mobilização motivaram a decisão. O secretário de Cultura, Waldir Gomes, assistiu à passagem dos grupos.

Eram cerca de 150 pessoas, integrantes dos Aventureiros e Desbravadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que resolveram desfilar, mesmo com o cancelamento do evento.

“Ah, nós acreditamos que um dia tão especial como esse é um privilégio para nós podermos comparecer e participar, celebrando o aniversário de Campo Grande”, disse Diego Mendes, 34 anos, coordenador do grupo. Ele explicou que todos decidiram desfilar, até por conta da mobilização e da expectativa. Por causa do tempo nublado e da instabilidade, eles resolveram dispensar as crianças e os adolescentes.

O desfile começou no cruzamento com a Rua Marechal Rondon e seguiu até a Rua 15 de Novembro. O trajeto foi reduzido, pois as vias já estavam sendo liberadas pela equipe por conta do cancelamento do desfile.

“Só não desfila se chover canivete aberto” é lema de quem marcha até sem plateia
Escoteiros também resolveram enfrentar o tempo instável (Foto: Juliano Almeida)

Logo atrás deles, outro grupo surgiu. Eram cerca de 50 pessoas, entre crianças, adolescentes e responsáveis pelo grupo de escoteiros Padre Heitor Castoldi. Com gritos de guerra, cruzaram a Rua 13 de Maio, fazendo o mesmo trajeto dos desbravadores.

O motivo alegado foi o mesmo: a expectativa pelo desfile e o fato de todos já estarem reunidos. No caso deles, desde as 5h. “Boa parte do grupo já estava aqui”, explicou. “A gente só não desfila se chover canivete aberto.”

O secretário municipal de Cultura, Waldir Gomes, assistiu ao desfile dos dois grupos. “Quem tá aí a gente vai receber, enfeita a avenida.”

Nas arquibancadas, a maioria já havia dispersado após o anúncio oficial, ocorrido por volta das 7h50. Mas teve gente que também acompanhou a passagem dos desbravadores e dos escoteiros. Àquela altura, os que desfilavam estavam em maior número que de público.

“Só não desfila se chover canivete aberto” é lema de quem marcha até sem plateia
Cristine e os filhos foram ver o desfile e ela se diz recompensada com a amostra: "Valeu a pena" (Foto: Juliano Almeida)

A pizzaiola Cristine Cardoso, 40 anos, estava com os filhos Julia, de 16 anos, Lucas, 10, e Valentina, 9. Nascida em Nova Andradina, veio morar em Campo Grande quando tinha dois anos e se considera uma filha da cidade.

Todo ano, ela acompanha o desfile de aniversário e ficou triste com o cancelamento. A expectativa, segundo ela, só não foi totalmente frustrada pela perseverança dos dois grupos. “Valeu a pena.”


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