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Capital

Para 34% dos leitores, mobilidade urbana é maior desafio da Capital

Na enqute do dia, tema ficou à frente de saúde, segurança, emprego e opções culturais

Por Silvia Frias | 26/08/2026 09:57
Para 34% dos leitores, mobilidade urbana é maior desafio da Capital
Transporte coletivo está na composição da mobilidade urbana, desafio na Capital (Foto/Arquivo/Henrique Kawaminami)

A mobilidade urbana é a área em que Campo Grande mais precisa avançar, segundo os leitores do Campo Grande News. A opção recebeu 34% dos votos na enquete, resultado que coloca em evidência problemas cotidianos de quem precisa se deslocar pela Capital, seja de ônibus, carro, moto, bicicleta ou a pé.

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Mobilidade urbana é a principal demanda dos leitores do Campo Grande News, com 34% dos votos em enquete, seguida de saúde, com 33%. O transporte coletivo concentra as críticas, o que levou a Prefeitura a intervir no Consórcio Guaicurus em junho de 2026, após irregularidades como frota envelhecida e dívidas de R$ 30 milhões. A negociação para venda do consórcio à HP Mobilidade segue em análise.

A saúde ficou praticamente empatada, com 33% dos votos. Na sequência aparecem segurança, escolhida por 22% dos participantes; geração de emprego, com 8%; e opções culturais, com 2%.

Mobilidade urbana é o conjunto de condições que permite o deslocamento de pessoas e cargas dentro da cidade. O conceito engloba trânsito, transporte coletivo, calçadas, ciclovias, acessibilidade e planejamento viário. Em Campo Grande, uma das principais discussões dentro desse tema é justamente o transporte público, alvo frequente de reclamações dos usuários.

A crise levou a Prefeitura de Campo Grande a decretar, em 16 de junho de 2026, intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo urbano. A medida retirou temporariamente da concessionária a gestão operacional, administrativa e financeira do serviço e colocou uma equipe interventora no comando. O decreto previa duração de até 180 dias.

A decisão veio após uma comissão especial apontar indícios de descumprimento do contrato de concessão. O levantamento citou frota envelhecida, falhas no cumprimento dos horários, ausência de seguros obrigatórios e 21,9 mil autuações registradas entre 2021 e 2025.

No primeiro mês de intervenção, a equipe encontrou cerca de R$ 20 milhões em dívidas vencidas do consórcio. Dias depois, o valor informado subiu para R$ 30 milhões. Os interventores também passaram a cobrar dos sócios a manutenção de um aporte mensal de R$ 3,4 milhões para evitar problemas na operação dos ônibus.

Em 16 de julho, começou a contar um prazo de 180 dias para a Prefeitura decidir o destino do contrato, incluindo a possibilidade de manutenção ou rompimento da concessão. Paralelamente, entrou em discussão a venda do Consórcio Guaicurus para um grupo ligado à HP Mobilidade, negociação que, se autorizada pelo município, pode provocar mudanças na administração do sistema e até antecipar o fim da intervenção.

Enquanto a definição não ocorre, a intervenção continua. Uma das medidas mais recentes foi adotada em 20 de agosto, quando a Agetran tornou obrigatórias inspeções de segurança e ambientais nos ônibus durante o período de intervenção. Os veículos reprovados devem ser retirados de circulação até que os problemas sejam corrigidos e uma nova vistoria autorize o retorno às ruas.


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