Para 34% dos leitores, mobilidade urbana é maior desafio da Capital
Na enqute do dia, tema ficou à frente de saúde, segurança, emprego e opções culturais

A mobilidade urbana é a área em que Campo Grande mais precisa avançar, segundo os leitores do Campo Grande News. A opção recebeu 34% dos votos na enquete, resultado que coloca em evidência problemas cotidianos de quem precisa se deslocar pela Capital, seja de ônibus, carro, moto, bicicleta ou a pé.
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A saúde ficou praticamente empatada, com 33% dos votos. Na sequência aparecem segurança, escolhida por 22% dos participantes; geração de emprego, com 8%; e opções culturais, com 2%.
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Mobilidade urbana é o conjunto de condições que permite o deslocamento de pessoas e cargas dentro da cidade. O conceito engloba trânsito, transporte coletivo, calçadas, ciclovias, acessibilidade e planejamento viário. Em Campo Grande, uma das principais discussões dentro desse tema é justamente o transporte público, alvo frequente de reclamações dos usuários.
A crise levou a Prefeitura de Campo Grande a decretar, em 16 de junho de 2026, intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo urbano. A medida retirou temporariamente da concessionária a gestão operacional, administrativa e financeira do serviço e colocou uma equipe interventora no comando. O decreto previa duração de até 180 dias.
A decisão veio após uma comissão especial apontar indícios de descumprimento do contrato de concessão. O levantamento citou frota envelhecida, falhas no cumprimento dos horários, ausência de seguros obrigatórios e 21,9 mil autuações registradas entre 2021 e 2025.
No primeiro mês de intervenção, a equipe encontrou cerca de R$ 20 milhões em dívidas vencidas do consórcio. Dias depois, o valor informado subiu para R$ 30 milhões. Os interventores também passaram a cobrar dos sócios a manutenção de um aporte mensal de R$ 3,4 milhões para evitar problemas na operação dos ônibus.
Em 16 de julho, começou a contar um prazo de 180 dias para a Prefeitura decidir o destino do contrato, incluindo a possibilidade de manutenção ou rompimento da concessão. Paralelamente, entrou em discussão a venda do Consórcio Guaicurus para um grupo ligado à HP Mobilidade, negociação que, se autorizada pelo município, pode provocar mudanças na administração do sistema e até antecipar o fim da intervenção.
Enquanto a definição não ocorre, a intervenção continua. Uma das medidas mais recentes foi adotada em 20 de agosto, quando a Agetran tornou obrigatórias inspeções de segurança e ambientais nos ônibus durante o período de intervenção. Os veículos reprovados devem ser retirados de circulação até que os problemas sejam corrigidos e uma nova vistoria autorize o retorno às ruas.
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