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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/06/2016 09:39

Suspeito de estupro, Zeolla deve ficar no presídio pelo menos até 2ª feira

Aline dos Santos
Zeolla (à direita) foi condenado em 2011 por matar sobrinho. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)Zeolla (à direita) foi condenado em 2011 por matar sobrinho. (Foto: Marcelo Victor/Arquivo)

Preso ontem por suspeita de estupro de adolescente, o procurador Carlos Alberto Zeolla, 51 anos, deve permanecer no Centro de Triagem de Campo Grande pelo menos até segunda-feira (dia 27). O cálculo é porque a defesa quer que o titular da 7ª Vara Criminal aprecie o pedido de transferência para sala de Estado Maior ou prisão domiciliar. O procurador tem essa prerrogativa na condição de membro do MPE (Ministério Público do Estado).

“Pedimos pra ele ser transferido para um estabelecimento com sala de Estado Maior ou prisão domiciliar. Foi feito no fim da tarde de ontem, mas será apreciado na segunda-feira porque optamos deixar a cargo do juiz titular. Muitas vezes, se entra com a medida no plantão, o plantonista entende de um jeito. Na segunda-feira, passa pelo crivo do titular, que pode entender de outra maneira, acaba causando prejuízo ao próprio acusado”, afirma o advogado José Belga Trad. O titular da 7ª Vara é o juiz Marcelo Ivo de Oliveira.

Zeolla foi preso na sua casa, em Campo Grande, na manhã de ontem. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 7ª Vara Criminal e cumprido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O procurador foi levado para o presídio, de onde só pode sair com ordem do juiz. Desta forma, ainda não prestou depoimento.

“Penso que o Gaeco agiu por se tratar de membro do Ministério Público”, afirma o advogado. Segundo ele, na manhã de ontem, o procurador não tinha conhecimento do que estava sendo apurado e do que era acusado. José Belga vai hoje ao Centro de Triagem para falar com Zeolla.

A previsão é de que na segunda-feira (dia 27) Zeolla seja ouvido na DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Denúncia – Responsável pelo caso, o delegado Mario Donizete Ferraz de Queiroz, da DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente), afirmou ontem que as investigações sobre Zeolla começaram a ser feitas em 2015, quando um adolescente de 13 anos foi até a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e denunciou que era abusado por um homem conhecido como “Carlos Xará”, que seria procurador aposentado.

Na época, a polícia identificou mais dois meninos: de 10 e 11 anos. O adolescente de 13 anos teria dito que Zeolla prometeu levá-lo à Alemanha para passear, enquanto as outras duas crianças confirmaram que eram embebedadas antes dos abusos.

A identidade de “Carlos Xará” foi revelada a partir de consulta de placa do carro. O veículo foi fotografado por moradores do loteamento Nova Serrana, no Jardim Noroeste, na saída para Três Lagoas.

O procurador pode ser enquadrado em três tipos de crime: estupro de vulnerável, com pena de oito a 15 anos de prisão; exploração sexual de adolescente, com pena de quatro a dez anos de prisão; e fornecimento de bebida alcoólica a adolescentes, com pena de seis meses a dois anos.

Condenado - Em junho de 2011, Zeolla foi condenado a 8 anos de prisão por matar com um tiro nas costas, o sobrinho Cláudio Alexander Zeolla, 23 anos. O crime ocorreu em março de 2009 e o procurador se aposentou em dezembro daquele ano.



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