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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

26/07/2017 12:19

Suspeito de matar Kauan ligou para mãe fingindo comoção, revela família

Informação é trazida por parentes de menino no dia que polícia encerra inquérito que acusa professor pelo estupro de seis crianças

Rafael Ribeiro
Janete (à esq.) recebeu falso apoio do homem acusado de assassinar seu filho: família quer investigação (Foto: André Bittar)Janete (à esq.) recebeu falso apoio do homem acusado de assassinar seu filho: família quer investigação (Foto: André Bittar)

Familiares do menino Kauan Andrade Soares dos Santos, 9 anos, estuprado e morto segundo a polícia, cujo corpo está desaparecido há mais de um mês, revelaram nesta quarta-feira (26) que o homem preso pelo crime, de 38, ligou pelo menos 15 dias seguidos para a mãe da vítima, Janete dos Santos Andrade, 35, oferecendo ajuda.

Segundo os familiares, o professor Deivid Almeida Lopes alegou à mãe que conseguiu seu número de telefone através de anúncios na internet sobre o desaparecimento, ocorrido no dia 25 de junho.

“A gente quer descobrir quem forneceu o contato. Quer que se investigue isso direito”, apelou a irmã de Janete, a doméstica Irene Andrade, 43, tia de Kauan.


Ela mesma escutou algumas das conversas que Janete teve com o suspeito. Hoje motivo de deixar a família ainda mais em choque.


“Pensando agora, é assustador. Ele se mostrava solícito, ofereceu ajuda, disse que ela (Janete) poderia ir em sua casa se necessário e que se soubesse de alguma informação a avisaria”, disse Irene.


A informação das ligações do professor à mãe do menino surgem no dia em que a Polícia Civil anunciou o encerramento das buscas pelo corpo no Córrego Anhanduí após cinco dias e mais de 20 quilômetros de extensão de área vasculhada, até que se obtenha elementos novos.


Oito casos - O delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), ouve Lopes desde as 10h30 para concluir o inquérito que o acusa pelo crime de estupro de vulnerável.


Segundo o delegado, o professor responderá por seis crimes do tipo baseado nas evidências encontradas (como filmagens pornográficas envolvendo crianças). Outros dois casos ainda são investigados.


Seguirá, no entanto, a investigação do assassinato de Kauan. Um adolescente de 14 anos denuncia que o menino foi morto durante estupro na casa do homem, no bairro Coophavila (zona sul).


Kauan teria morrido por asfixia ainda no dia 25 de junho, data do desaparecimento, e o corpo atirado no rio, já na madrugada do dia 26. Na casa, a aplicação de luminol revelou marcas de sangue no quarto, onde o adolescente indicou que aconteceu o crime.




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