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Capital

Tarifa de ônibus deve ter novo aumento e chegar a R$ 2,90 na Capital

Por Fabiano Arruda e Francisco Júnior | 22/01/2012 12:30

Possibilidade de nova alta no transporte coletivo urbano gera reclamação de usuários

Último reajuste do serviço foi em fevereiro do ano passado. (Foto: Simão Nogueira)
Último reajuste do serviço foi em fevereiro do ano passado. (Foto: Simão Nogueira)

A tarifa do transporte coletivo urbano pode sofrer novo aumento e saltar de R$ 2,70 para R$ 2,90 em Campo Grande.

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) afirmou ao Campo Grande News neste domingo que encomendou à Agentran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) estudo de planinha que compõe o valor da tarifa para analisar os custos.

Trad garantiu que “seja qual for” o valor que a concessionária do serviço apontar, o reajuste será de reposição da inflação “nos menores índices”, o que não configura aumento, explicou.

Questionado se a nova tarifa atingiria a casa dos R$ 2,90, o chefe do Executivo Municipal não confirmou o valor e chamou atenção para as particularidades do assunto.

Entre elas está a escolha da nova concessão do transporte coletivo urbano da Capital. O edital, segundo ele, já está pronto. “Não podemos deixar a qualidade do serviço cair”, pontuou.

Caso o estudo considere o índice do IPCA-E, que nos últimos doze meses acumula 7,12%, o novo valor da tarifa de ônibus subiria para R$ 2,89, o que arredondaria o custo para R$ 2,90.

Na hipótese de ser levado em conta o IPCA, que nos últimos doze meses acumula 6,5%, o preço para o campo-grandense utilizar o transporte coletivo urbano saltaria para R$ 2,87, valor que poderia ser arredondado para R$ 2,85.

Em fevereiro do ano passado, o preço já havia sofrido reajuste de R$ 2,50 para R$ 2,70 na Capital, alta de 8%.

São Paulo (R$ 3) e Florianópolis (R$ 2,90) têm as tarifas mais caras do País.

Usuária considera "muito caro" andar de ônibus na Capital. (Foto: Pedro Peralta)
Usuária considera "muito caro" andar de ônibus na Capital. (Foto: Pedro Peralta)

Reclamação - A possibilidade de um novo reajuste já provoca queixas aos usuários. A dona de casa Fátima Santos, 57 anos, mostrou indignação. “Deus me livre, R$ 2,70 é de matar”, disse relatando que utiliza pelo menos dois passes por dia. “Com o valor que está já pesa no meu orçamento, imagina se aumentar”.

Para a secretaria Ariane Silva, 23 anos, o serviço melhorou de uns anos para cá, mas não justifica o que ela considera “aumento abusivo”. “Tudo aumenta hoje em dia. É muito caro andar de ônibus em Campo Grande”, afirmou.

O movimentador Paulo Cesar, 20 anos, mora no Jardim Noroeste e utiliza diariamente o transporte coletivo. Para ele, o aumento na tarifa teria que refletir na qualidade do serviço oferecido para os usuários no município.

“Eu espero cerca de 50 minutos para conseguir pegar um ônibus no meu bairro. Tenho que pagar essa tarifa e não vejo as coisas melhorarem”, reclamou.

O também movimentar Murilo Ferreira, 19 anos, engrossou as críticas. “Daqui um tempo vamos ter que trabalhar só para conseguir andar de ônibus na cidade. Está muito caro”.

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