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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/05/2016 17:23

Taxistas reclamam de exclusividade para quem atende no aeroporto

Antonio Marques
Inicialmente os taxistas foram ao MPF, mas foram orientados a procurarem o Ministério Público Estadual, uma vez que a Agetran é órgão municipal (Foto: Fernando Antunes)Inicialmente os taxistas foram ao MPF, mas foram orientados a procurarem o Ministério Público Estadual, uma vez que a Agetran é órgão municipal (Foto: Fernando Antunes)

Motoristas de táxi que trabalham em Campo Grande estão reclamando da exclusividade de quem atende passageiros a partir do Aeroporto Internacional. A questão é simples: quem não tem autorização para atuar naquela área acaba sendo multado se for flagrado apanhando clientes por lá, o que uma parte da categoria considera injusta.

Dizendo-se cansado de levar multas na frente do Aeroporto Internacional de Campo Grande, um grupo de taxistas auxiliares, com apoio da Assotaxi (Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande) decidiu recorrer ao MPE (Ministério Público Estadual) na tentativa de intervir junto à Agetran (Agência Municipal de Trânsito) para conseguir a liberação de trabalhar no local, especialmente no horário noturno, quando acontece maior concentração de pessoas desembarcando na Capital.

Conforme o taxista Kleber Oliveira, um dos diretores da Assotaxi, somente nessa segunda-feira (16), à noite, foram cerca de 30 colegas multados em frente ao aeroporto da Capital no horário das 22 horas, quando há maior número de voos pousando em Campo Grande, promovendo filas de passageiros a espera de um táxi no local.

Na profissão há 16 anos, Kleber Oliveira disse que os 52 táxis do ponto do aeroporto não são suficientes para atender a demanda do horário e muitos passageiros acabam ligando para a rádio táxi ou aciona o chamado pelo aplicativo do celular. “Quando chegamos lá sofremos perseguição dos agentes da Agetran, que nos multa por embarcarmos o passageiro”, reclama ele.

Outro taxista que considera estranha o tratamento diferenciado no aeroporto, Wagner da Silva Lopes, denuncia que, até no desembarque de passageiro no período noturno, eles recebem multas. “Tem caso de colega ter recebido três notificações administrativas ao mesmo tempo”, contou, reclamando dos altos valores da multas.

“Por quê tantas multas só ocorrem no período noturno”, questiona Wagner Lopes, observando que durante o dia os taxistas não são “perseguidos” no local. “Os táxis existem para atender a população e não ao contrário, como acontece no aeroporto em que os passageiros ficam aguardando um táxi chegar para embarcá-los”, lembra ele.

Segundo os taxistas, nos demais pontos da cidade se faltar carro e tiver passageiro aguardando, o veículo de outro ponto pode embarcar sem qualquer restrição. “Mas no aeroporto não funciona assim. As pessoas ficam aguardando até a chegada de um carro do ponto para ser atendido”, critica o diretor da Assotaxi.

Os taxistas denunciam também que os agentes da Agetran ficam segurando os passageiros até a chegada dos carros que estão fazendo corridas na cidade. “Isso faz com que muitos motoristas abusem da velocidade no trajeto do aeroporto até o centro da cidade”, alerta Wagner Lopes.

Para evitar o que eles consideram perseguição, inicialmente, o grupo de taxistas foi ao MPF (Ministério Público Federal) por considerarem o aeroporto um órgão administrado pelo governo federal. No local, foram orientados a procurarem o MPE (Ministério Público Estadual), uma vez que a Agetran é uma instituição municipal.

A reportagem ligou ao diretor-presidente da Agetran, Elídio Pinheiro Filho, mas ele se recusou a atender, solicitando que as questões fossem encaminhadas à assessoria de comunicação da prefeitura que, por sua vez, pediu para enviar mensagem pelo correio eletrônico. Mas até a conclusão da matéria não chegou resposta alguma.

Um táxi do aeroporto, que usa tarifa especial, inicia a corrida cobrando R$ 8,80, enquanto um carro de outro ponto inicia ao preço de R$ 4,50. Segundo Kleber Oliveira, uma viagem do aeroporto até o hotel mais próximo, no horário noturno, após 22 horas, pode custar de R$ 18,00, no taxi comum, até R$ 26,00, no taxi do aeroporto. “Temos táxi comum mais equipado do que alguns do aeroporto”, destaca ele.

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