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Capital

Temporada de incêndios retorna e tem 365 registros na Capital

Previsão é de estiagem intensa nos próximos dois meses de outono

Por Tainá Jara | 07/04/2021 18:25
Tempo seco favorece a ocorrência de incêndios em vegetação (Foto: Marcos Maluf-Arquivo)
Tempo seco favorece a ocorrência de incêndios em vegetação (Foto: Marcos Maluf-Arquivo)

A temporada de incêndios voltou junto com a chegada do outono em Campo Grande. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram 365 registros entre início de janeiro e final de março. Há mais de 15 dias não chove na Capital e a temperatura está alta, o que favorece a ocorrência de queimadas.

O número, no entanto, representa quase metade dos focos reportados no mesmo período do ano passado, quando houve 648 registros de fogo em vegetação. Nos 12 meses de 2020, período de estiagem recorde no Mato Grosso do Sul, foram 3.100 registros na Capital.

A umidade relativa do ar deve cair já nos primeiros dias de abril. Nas regiões norte, leste, oeste e centro de Mato Grosso do Sul a previsão é tempo seco, abaixo dos 35%. Já na parte sul, sudeste e sudoeste, a expectativa é de que a umidade relativa do fique em 45%.

O fenômeno terá picos mais elevados durante as manhãs, com nevoeiros e caindo no período da tarde. De maio a junho, a umidade deve variar entre 35% e 15%, o que ainda pode acarretar no aumento das doenças respiratórias.

Prognóstico de outono, estação iniciada no mês passado, prevê redução de chuvas a partir deste mês, o que se concretizou. Os próximos dois meses serão de intensa estiagem, com período de seca, trazendo o risco das queimadas, que podem aumentar nessa estação do ano.

Em abril, as chuvas devem diminuir, variando apenas de 35 a 45 milímetros na região norte. Em maio também deve chover pouco, variando de 30 a 40 milímetros na parte norte e nordeste do Estado.

Já para outras regiões de MS, a expectativa é apenas de 15 milímetros de chuva. Em junho a previsão diminui mais ainda, menos dez milímetros nos municípios da região central, sudeste e oeste do Estado.

A região oeste onde fica Aquidauana, Miranda, Corumbá, Ladário, Bodoquena pode sofrer com a seca, pois os níveis das bacias dos rios Paraguai, Miranda, Aquidauana e Paraná não devem cair pela falta de chuva.

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