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Capital

Trabalhadores do transporte decidem em assembleia se entram em greve

Consórcio Guaicurus foi avisado sobre reunião, mas garante que acordo é para ônibus circularem normalmente a partir das 4h40

Por Anahi Zurutuza | 06/08/2020 15:29
No dia 20 de julho, motoristas pararam em protesto e fecharam garagens por duas horas (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
No dia 20 de julho, motoristas pararam em protesto e fecharam garagens por duas horas (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Os trabalhadores do transporte coletivo decidirão no início da manhã desta sexta-feira (7) se farão greve. Assembleia foi marcada para às 5h, com segunda chamada às 6h, conforme notificado à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), informação repassada ao Consórcio Guaicurus.

Embora não tenha como prever se a cidade amanhecerá novamente sem ônibus circulando, como ocorreu no dia 20 de julho, João Rezende, presidente  do consórcio formado pelas empresas operadoras da frota, explica que o SCTTU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano) está ciente que precisa manter o mínimo de motoristas trabalhando, para não prejudicar os usuários do sistema. “A partir de 4h40 já temos ônibus circulando, estamos conversando para que essa assembleia não altere os horários das linhas de ônibus. É o que esperamos”.

João Rezende diz acreditar que só participem da reunião os empregados que não estiverem ainda no horário de trabalho - a maior parte das linhas começa a circular às 6h. O consórcio também não crê que a greve, caso essa seja a decisão dos trabalhadores, comece ainda nesta sexta, sob pena de ser ilegal.

Depois da paralisação do transporte público durante duas horas no dia 20 de julho, o grupo administrador da frota de ônibus protocolou denúncia ao MPT (Ministério Público do Trabalho) pedindo punição aos responsáveis pela interrupção sem aviso prévio do serviço considerado essencial.

O Campo Grande News tentou insistentemente conversar com o presidente do sindicato Demétrio Ferreira de Freitas, mas ele não atendeu às ligações.

Motivo – No mês passado, motoristas protestarem contra lei municipal que altera punições administrativas aos trabalhadores, transformando algumas delas em multa. Entre as medidas, prevê, por exemplo, cobrança de penalidade ao motorista que embarcar passageiro fora do ponto ou ao trabalhador que atrasar o horário previsto para rota determinada. Para os empregados, desta maneira, eles “pagarão para trabalhar”.

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