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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

17/07/2013 16:26

Transferido, garoto não obtém vaga em escola e corre risco de reprovar

Elverson Cardozo
Mãe está preocupada. Não quer que o filho reprove, mas não vê saída. (Foto: Pedro Peralta)Mãe está preocupada. Não quer que o filho reprove, mas não vê saída. (Foto: Pedro Peralta)

Desde que a irmã faleceu, em decorrência de um acidente vascular cerebral, há pouco mais de um mês, a manicure Maria Dolores, 48 anos, está cuidando do sobrinho Vinicius, 8 anos. Como o garoto só aceita ficar com ela, a mulher, que morava no Guanandi, teve de ir para o Conjunto Oliveira, do outro lado da cidade, junto com o filho de 9 anos que, devido a mudança, precisou sair da escola.

O problema é que, até agora, ele não conseguiu vaga em nenhum colégio de Campo Grande, nem na própria região onde está morando atualmente.

Funcionários, diretores e atendentes da Central de Vagas da Prefeitura procurados pela família alegam, segundo relatos, que as salas estão completas nas quartas séries, em todas as escolas da região.

À mercê do trâmite burocrático e das respostas oficiais, o menino segue sem estudar, correndo o risco de perder todo o ano letivo e, pela primeira vez, reprovar. A mãe questiona: “Eles mesmo falam que criança tem que estar na escola, mas cadê?”.

Maria Dolores conta que, desde que pediu a transferência, já procurou, por duas vezes, a direção da Escola Municipal Professor José de Souza, conhecida como Zezão, no Oliveira, mas, segundo ela, a resposta foi ríspida e a solução não veio.

“Eles nem olharam para minha cara e falaram: já falei que não tem vaga, mãe. Vai procurar outra escola”. Na Estadual Maria Rita Cássia Pontes Teixeira, no União, a informação, de acordo com a manicure, foi a mesma.

Sem saída, ela resolveu procurar a imprensa e já fala em processo caso a situação não se resolva. “Eu só quero que meu filho estude. Isso é um descaso, o que fazem com a gente. Eles desprezam, maltratam, olham com cara de nojo. Não gosto disso”, declarou.

Ao Campo Grande News, o garoto frisou que deseja continuar estudando. Maria Dolores até cogitou “soltar” o filho sozinho, de ônibus, para estudar em outro bairro, mesmo distante, mas, pensando bem, levando em conta a idade e a segurança da criança, prefere, mesmo contra vontade, que o garoto reprove.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura, mas até agora não obteve retorno.

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Sr: Prefeito dá solução para esse caso? criança tem que estudar Sr. Prefeito...
 
maria inacia rocha em 18/07/2013 09:05:38
Interessante o que a Ana Rosa pontuou, pois tem que haver a vaga sim para fazer a matrícula, caso contrario, algumas salas de aulas ficarão com 50, 55 alunos, (hoje, uma sala de aula para aluno de 4º ano deve ter no máximo 35 alunos, o que já é muito para que possamos ter uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, imagina uma sala de 4º ano por exemplo com 40 guris??? que qualidade teremos???? NENHUMA!!!! Outro ponto, sala com aluno especial (deficiente), deve ter uma redução de 5 alunos (para que o aluno deficiente possa ter um melhor atendimento), esse é um DIREITO dessa criança com laudo e que DEVE SER RESPEITADO. Assim, se tem um culpado nessa história, não é a escola, escola não dá vaga e não cria também, pelo contrario, tem que fazer milagre com o pouco que tem.
 
adriana bittencourt em 18/07/2013 08:37:22
Entendo a preocupação da responsável, mas concordo com a cristiana rosa... As aulas não começaram ainda e isso merece investigação, pois sabemos que nem tudo corre no tempo que deveria: existe burocracia e prazos a serem cumpridos.
 
Rafael Cogo em 18/07/2013 07:19:09
uma lástima e descaso,é um direito da criança,onde está a lei?nem estudo temos o direito de oferecer ao filho?
 
neide maria ribeiro em 18/07/2013 05:28:16
Procura a justiça, se bem que: justiça nesse país, a prefeitura nem da ouvido
 
Daniel mendes em 18/07/2013 00:51:23
Mais que absurdo, é esse pais!!!
 
Cristiane Moraes em 17/07/2013 19:44:10
isso e um absurdo
 
vinicius gerra em 17/07/2013 18:17:04
As aulas do município já começaram? Convenhamos que é clichê das pessoas dizerem que foram "mal atendidas" nos órgãos públicos quando não conseguem o que desejam, acho válido investigar sim, mas investigar bem...
 
cristiana rosa em 17/07/2013 17:56:49
um absurdo, onde já se viu, uma criança que, segundo o instatuto da criança e do adoslecente tem direito a escola... como não tem direito a uma vaga? um verdadeiro descaso com a população.. se ele já estudava em outra escola do governo, não estariam abrindo uma outra vaga, apenas transferindo a criança.
 
bianca martins em 17/07/2013 17:20:53
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