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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

03/10/2012 12:02

Travesti diz que matou deficiente em legítima defesa

Francisco Júnior e Paula Maciulevicius
Travesti confessou crime. (Foto: Rodrigo Pazinato)Travesti confessou crime. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Jeferson da Silva, Alves, 18 anos, travesti conhecido como Darlene Beatriz, confessou ter matado com uma facada o deficiente físico, Arsênio Francisco Chaves Vargas, de 39 anos, no dia 25 de agosto, na rua  Carlinda Tognini, na Vila Progresso, em Campo Grande.

A travesti foi presa ontem no bairro Guanandi, onde mora. Na delegacia, ela disse que agiu em legítima defesa porque havia sido agredida pela vítima.

Darlene disse que estava na rua, onde costuma ficar no período da noite para fazer programa, quando foi abordada pela vítima. “A gente combinou de fazer um programa no valor de R$ 30. Depois que a gente terminou ele disse que não tinha dinheiro para me pagar”, conta.

A travesti conta que chegou a olha na carteira de Arsenio para ver se tinha dinheiro, mas não encontrou nenhuma quantia. De acordo com ela, a vítima a agrediu primeiro. “Ele me espancou, me bateu”, afirma.

Conforme Darlene, para se defender, pegou uma faca que estava em sua bolsa. “Ele tentou pegar da minha mão, foi quando acertei e sai correndo”, relata travesti, que afirma ter ficado sabendo da morte da vítima pela televisão. “Eu não tinha a intenção de matar ninguém”, acrescenta.   

Darlene diz que é natural de Ladário e que faz programa há 4 anos. Ela foi ouvida ontem e liberada em seguida. Porém, prestou novo depoimento sobre o caso nesta quarta-feira, na 4ª Delegacia de Polícia, no bairro Moreninhas.

O delegado Devair Aparecido Francisco, responsável por investigar o caso, vai realizar a reconstituição do crime na tarde de hoje. A travesti vai participar, porém será liberada em seguida já que não foi presa em flagrante e por conta do período eleitoral, que prevê que no período de 30 de setembro a 9 de outubro nenhum eleitor pode ser preso. As únicas exceções são para os casos em que o réu é condenado por crime inafiançável, foi pego em flagrante delito ou desrespeitou o salvo-conduto, que é a proteção oferecida ao eleitor ameaçado em seu direito de votar.

 

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Quem não estiver satisfeito com o Brasil e suas regras, que vá viver na china( sem nenhuma liberdade, mesmo sem roubar ou matar ), vá viver na Arabia Saudita, na India, Africa. Ninguém deve viver num lugar onde o sol nasce para todos, aonde podemos ir aonde quisermos, inclusive considerar o momento da eleição como a oportunidade de mudar e agir pela sociedade.
Faça a parte de vocês e casos como estes poderão não acontecer mais.
Tenham um dia lindo e frutifero com Deus no Coração. Bjs
 
Luciana Melo em 04/10/2012 09:59:04
Gente !? Como pode isso? Quer dizer que a pessoa pode sair por ai e fazer o que der na telha sem pensar em nada e por ser periodo eleitoral não será presa???? Nessas horas é que queria ser uma Gentleman Européia e estar bem longe daqui!
 
Paula Hernandes em 04/10/2012 08:43:58
Todas as vezes que ocorrem roubos, roubo seguido de morte, e outros delitos em que travestis são acusados, a conversa é a mesma: "Fui agredida", "Não quis pagar o programa", dentre outros. Tem que haver uma investigação séria. A vítima fica sem defesa? O travesti é vulnerável perante o Código Penal?
 
fátima santos em 04/10/2012 00:44:36
Quer dizer que é permitido matar, estuprar, roubar, furtar entre outros delitos a vontade por causa da eleição...
Que absurdo..
Que Constituição horripilante é esta...
QUE PAÍS É ESTE PELO AMOR DE DEUS...
 
antonio luiz de sales riberio em 03/10/2012 19:38:28
Que "coisa" maquiavélica essa nossa sociedade atual, que dizem haver justiça. Se mata alguém, e absolutamente não acontece nada. O homicida simplesmente fica solto, para se quizer, cometer outros delitos. E, o que é mais horripilante, ainda se justifica porque o que matou deve ficar solto!!! Que País é este?
 
João Batista Paiva em 03/10/2012 13:03:28
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