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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

21/05/2018 08:44

TRF nega retirar tornozeleira eletrônica de investigado na “Máfia do Coração"

Mércule era “autoridade máxima” no setor de hemodinâmica do HU (Hospital Universitário)

Aline dos Santos
HU foi alvo de  operação da Polícia Federal em janeiro. (Foto: André Bittar/Arquivo)HU foi alvo de operação da Polícia Federal em janeiro. (Foto: André Bittar/Arquivo)
Mercules foi alvo da operação Again, que investiga fraudes em hospitais de Campo Grande. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)Mercules foi alvo da operação Again, que investiga fraudes em hospitais de Campo Grande. (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)

O TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) negou ao médico Mercules Pedro Paulista Cavalcante a retirada do monitoramento por tornozeleira eletrônica e a ordem para que se recolha em casa a partir das 20h. Em janeiro deste ano, ele foi alvo da operação Again (de novo), realizada pela (Polícia Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União) contra a “Máfia do Coração”.

Mércule era “autoridade máxima” no setor de hemodinâmica do HU (Hospital Universitário) de Campo Grande, que em 2013 já havia sido investigado na “Máfia do Câncer”. A PF investiga a ligação entre o médico e o empresário Pablo Augusto de Souza Figueiredo, dono da empresa Amplimed, que tem sede no Pará. É apurado pagamento de viagens e veículos de luxo (com valor acima de R$ 200 mil) pela empresa ao médico.

Em janeiro, a 3ª Vara Federal de Campo Grande determinou medidas em substituição à prisão preventiva: uso de tornozeleira eletrônica por 120 dias, recolhimento em sua residência a partir das 20 horas, afastamento de suas funções públicas, proibição de se comunicar com os demais investigados e de frequentar o HU e HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian.

No pedido de habeas corpus, o médico afirmou ser cirurgião cardíaco e não ter horário fixo de expediente, desta forma, o recolhimento noturno estaria tolhendo seu direito ao trabalho. Argumentou, ainda, que o monitoramento eletrônico poderia ocasionar interferências em equipamentos de diagnósticos, impossibilitando a realização de exames médicos.

Porém, os desembargadores da Quinta Turma do TRE 3 entenderam que as medidas cautelares impostas ao paciente estão justificadas pela existência de indícios da prática de crimes e diante da necessidade de “frear a conduta delitiva, impedir a subtração de materiais hospitalares e fazer cessar a influência junto a servidores dos hospitais”. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do médico. 



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