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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

05/05/2015 11:37

Vereadores sugerem emenda de R$ 1,5 milhão para socorrer Santa Casa

Flávia Lima e Luana Rodrigues
Vereadores e diretor-presidente da Santa Casa buscam solução para manter atendimentos no hospital. (Foto:Luana Rodrigues).Vereadores e diretor-presidente da Santa Casa buscam solução para manter atendimentos no hospital. (Foto:Luana Rodrigues).

Em audiência que acontece na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal, os vereadores decidiram que irão propor emenda no valor de R$ 1,5 milhão para garantir a continuidade dos serviços prestados pela Santa Casa. O impasse entre governo do Estado e prefeitura quanto aos valores de custeio para manter o hospital levou ao cancelamento dos atendimentos ambulatoriais de média complexidade.

A reunião para definir estratégias para socorrer o hospital aconteceu pouco antes do início da sessão, e contou com a presença do diretor-presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, que foi à Câmara expor a crise vivda pela unidade hospitalar. 

De acordo com o presidente da Câmara, Mario Cesar, os recursos da emenda são oriundos de repasses feitos através de vários fundos pelo governo federal em 2014 e que não foram utilizados. Para que eles sejam reaproveitados, é necessário a apresentação de uma nova emenda, que ainda será apresentada ao Conselho de Saúde do município.

Porém, segundo os vereadores, a emenda seria uma solução paliativa e não desobrigaria Estado e prefeitura de entrarem em acordo quanto a divisão dos repasses. A ideia é encontrar uma solução para o problema imediato e garantir a continuidade do contrato entre a Santa Casa e a gestão municipal.  

Os vereadores ressaltaram que não irão interferir nas negociações entre prefeitura e governo. "A Justiça vai ter que encontrar uma solução. Caso a prefeitura não aceite a emenda, vamos continuar reduzindo os atendimentos para cortar gastos", afirmopu Teslenco.

"Estamos contribuindo com soluções. Queremos que seja viabilizada essa suplementação para que não se perca a qualidade dos atendimentos na Santa Casa", ressaltou a vereadora Carla Stephanini, da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara.

 

Sem acordo -Governo do Estado e prefeitura não estão entrando em acordo quanto aos repasses do hospital. O município foi taxativo em continuar pagando R$ 3 milhões mensais, destinando R$ 2 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade.

Para a Santa Casa, R$ 4 milhões é o mínimo aceitável, sendo R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade. Na última proposta encaminhada ao hospital pela prefeitura, a gestão municipal acenou com a possibilidade de um repasse mensal de R$ 4 milhões a partir de julho, na condição de a secretaria estadual de Saúde também efetuar aporte financeiro ao município. O governo do Estado só aceita compartilhar as despesas se uma auditoria for feita na Santa Casa para verificar o destino e aplicação dos recursos.



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