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Capital

Vizinhos negam ameaça à família de pedreiro e clima ainda é de espanto

Familiares do assassino confesso procuraram a polícia e relataram ameaças de vizinhos

Por Kerolyn Araújo e Liniker Ribeiro | 19/05/2020 16:15
Rua Júpiter, na Vila Planalto, onde o ''Pedreiro Assassino'' circulava com frequência. (Foto: Kísie Aionã)
Rua Júpiter, na Vila Planalto, onde o ''Pedreiro Assassino'' circulava com frequência. (Foto: Kísie Aionã)


Cinco dias após a prisão de Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, e a descoberta de seis corpos enterrados em Campo Grande, o clima na Vila Planalto, bairro onde a família do ''Pedreiro Assassino'' mora e os restos mortais de duas vítimas foram encontrados, o clima ainda é de espanto. Supostas ameaças feitas aos familiares do autor para que deixem o bairro são ''desconhecidas''.

Nesta terça-feira (19), uma irmã e a esposa de Cleber, Roselaine Tavares Gonçalves, 40 anos, que está em prisão domiciliar pela ocultação do cadáver de uma das vítimas, procuraram a Polícia Civil para denunciar que estão sendo ameaçadas para que deixem a casa onde moram. A informação, porém, é desconhecida por parte da vizinhança.

Ainda assustados pelos assassinatos em série, cometidos até então por um homem bem visto no bairro, moradores negam rumores de ameaças contra a família de Cleber. ''Não ouvi nada e até agora não consigo aceitar que ele fez isso. A gente sempre via ele indo trabalhar'', relatou uma vizinha de 68 anos.

Outra moradora, também de 68 anos, contou que não ouviu nenhum assunto sobre ameaça aos parentes de Cleber e que, inclusive, desde que os crimes foram descobertos, não viu mais ninguém da família. Sobre o assassino, a aposentada disse que o conhecia apenas de vista.

Cleber de Souza Carvalho, de camiseta verde na foto, assumiu ser autor de cinco assassinatos na em Campo Grande, entre 2015 e 2020. (Foto: Kísie Ainoã)
Cleber de Souza Carvalho, de camiseta verde na foto, assumiu ser autor de cinco assassinatos na em Campo Grande, entre 2015 e 2020. (Foto: Kísie Ainoã)


''Sabia quem era e aparentava ser uma boa pessoa. Nunca pensei que ele pudesse fazer isso. A filha dele, anos atrás, brincava com as crianças da rua", lembrou a aposentada. Ela também comentou que conhecia duas das sete vítimas de Cleber, Hélio Taíra, 74 anos, e Flávio Pereira Cece, 39 anos, primo do assassino. Os dois foram mortos e enterrados na Vila Planalto.

Convivendo próximo do assassino durante anos, sem desconfiar dos crimes, homem de 69 anos conta que agora está tomando mais cuidado. ''Fico dentro de casa e não abro o portão para ninguém. Ele (Cleber) era uma pessoa prestativa, alegre e conversava com todo mundo. É inacreditável", disse.

O assassino - Cleber foi preso na última sexta-feira (15), no Jardim Presidente, por matar e enterrar o comerciante José Leonel Ferreira dos Santos, na Vila Nasser. O corpo do comerciante foi encontrado no dia 7 de maio.

Ao ser preso, o ''Pedreiro Assassino'' confessou outros 6 assassinatos, cometidos entre 2015 e 2020, e levou a polícia aos locais onde enterrou os corpos.