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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/10/2014 19:22

Voluntários de projeto temem despejo que pode deixar 150 crianças “órfãs”

Michel Faustino
Projeto atende aproximadamente 150 crianças da região do bairro Tiradentes. (Foto: Marcelo Calazans)Projeto atende aproximadamente 150 crianças da região do bairro Tiradentes. (Foto: Marcelo Calazans)
Marcelo é um dos voluntários que atuam no projeto, e lamenta impasse. (Foto: Marcelo Calazans)Marcelo é um dos voluntários que atuam no projeto, e lamenta impasse. (Foto: Marcelo Calazans)
Diretores da Ong expediram comunicado de despejo no dia 20. (Foto: Marcelo Calazans)Diretores da Ong expediram comunicado de despejo no dia 20. (Foto: Marcelo Calazans)

Um impasse envolvendo o pedido de despejo expedido pelos proprietários do espaço onde atualmente funciona o projeto Guerreiros do Amanhã, pode deixar cerca de 150 crianças que são atendidas gratuitamente através de aulas de artes marciais, sem onde praticar as atividades.

O projeto que começou à cerca de seis meses, por iniciativa de um grupo de amigos, funciona em um espaço cedido pela ONG – CRE (Centro de Recuperação Esperança), na rua Romeu Alves Camargo, no bairro Tiradentes. No entanto, no dia 20 deste mês, os diretores da ONG expediram um comunicado requerendo o local, e eventualmente solicitando a desapropriação do imóvel em 10 dias.

Segundo o fisioterapeuta, Marcelo Prado Gregório, que atua como voluntário no projeto ministrando aulas de jiu-jitsu, os diretores da entidade justificaram que não havia mais viabilidade do projeto permanecer no local, que será transformado em uma fábrica de sabão.

“Eles simplesmente disseram que o projeto não poderia continuar aqui, e que esse local será uma fábrica de sabão”, disse.

Marcelo questiona ainda o fato do imóvel ter permanecido fechado por cerca de 10 anos, e segundo ele, com o crescimento do projeto, houve um interesse repentino por parte dos diretores da entidade. Ele denuncia  que o espaço foi doado pela prefeitura, e que os atuais administradores teriam interesses financeiros em cima do projeto e do local que foi destinado ao assistencialismo.

“ Esse local ficou 10 anos fechado, sem serventia nenhuma para a comunidade. Começamos o projeto aqui, e o número de crianças aumentou rapidamente. Mas, o fato de ser um projeto gratuito, que não tem o intuito de trazer benefícios financeiros para ninguém, nem mesmo em questão de autopromoção, pode ter causado um interesse neles”, disse.

De acordo com Marcelo, os voluntários temem que com a eventual desapropriação do imóvel, o projeto fique temporariamente sem local e as crianças que hoje são atendidas com aulas que são ministradas em três períodos: manhã, tarde e noite, fiquem desamparadas. Além de jiu-jitsu, o projeto oferece aulas de boxe, muay thai e luta livre.

“Infelizmente estamos nessa situação. A gente teme que o projeto saia daqui e as crianças não possam praticar as atividades. Temos muitos depoimentos de mães que nos agradecem, porque os filhos melhoraram na escola e no dia a dia”, disse.

A agente comunitária de saúde, Rejane Presciliano Nunes, 33, lamenta a possibilidade do projeto sair do atual local, e ter que "fechar", mesmo que temporariamente. Ela relata que depois que o filho de 15 anos começou a frequentar o projeto, ela notou uma melhora muito grande em seu comportamento. Rejane diz ainda que o projeto ajudou a tirar dezenas de crianças da "vida torta".

Rejane lamenta possibilidade de projeto ser despejado e diz que iniciativa só trouxe benefícios para adolescentes. (Foto: Marcelo Calazans)Rejane lamenta possibilidade de projeto ser despejado e diz que iniciativa só trouxe benefícios para adolescentes. (Foto: Marcelo Calazans)

“Esse projeto é muito bom. Se ele sair daqui vai ser muito ruim. Eu mesmo sou prova de que o projeto a ajuda as crianças, principalmente quanto a disciplina. O comportamento do meu filho, por exemplo, melhorou muito. Fora as outras crianças que estavam começando a se envolver com coisas erradas e estão aqui hoje, praticando uma atividade e longe da criminalidade”, disse.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com representantes da ONG-CRE por meio de telefones disponíveis na internet, porém nenhum número atendeu as ligações.

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