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Saúde e Bem-Estar

Há 10 anos, grupo promove campanha para reforçar estoque de sangue no Carnaval

Período de folia é considerado crítico, com queda nas doações e aumento da demanda por bolsas de sangue

Por Clara Farias e Mileny Barros | 07/02/2026 08:46
Há 10 anos, grupo promove campanha para reforçar estoque de sangue no Carnaval
Grupo na recepção do Hemosul, em Campo Grande (Foto: Marcos Maluf)

Para reforçar os estoques de sangue antes do Carnaval, cerca de 100 voluntários do Instituto Tamojunto participam de uma ação de doação no Hemosul de Campo Grande, na manhã deste sábado (7). Além de contribuir com o banco de sangue, o grupo também busca incentivar a doação como um hábito regular.

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Em ação solidária, cerca de 100 voluntários do Instituto Tamojunto realizam doação de sangue no Hemosul de Campo Grande, visando reforçar os estoques antes do Carnaval. A iniciativa, que começou há dez anos com apenas cinco doadores, busca conscientizar sobre a importância da doação regular. O período carnavalesco tradicionalmente registra aumento na demanda por transfusões devido a acidentes. Os participantes destacam que uma única bolsa pode salvar até quatro vidas e defendem que a doação de sangue deve ser um compromisso contínuo, não apenas em campanhas pontuais.

Segundo o presidente de honra do Instituto Tamojunto e diretor-presidente da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto de Assis, a iniciativa surgiu há cerca de dez anos, de forma simples, e cresceu com o passar do tempo. No início eram de cinco a dez pessoas que participavam.

"Hoje, estamos aqui com cerca de 100 doadores. Isso não tem preço. Muita gente ainda não sabe a importância da doação de sangue. É rápido, o atendimento é bom e uma bolsa pode salvar até quatro vidas”, destacou.

Há 10 anos, grupo promove campanha para reforçar estoque de sangue no Carnaval
Presidente de honra do Instituto Tamojunto, Carlos Alberto de Assis, realizando doação (Foto: Marcos Maluf)

O presidente de honra também reforçou que doar não gera custos para o voluntário, mas pode fazer diferença na vida de quem precisa. “O que é uma manhã dedicada a pessoas que a gente nem conhece, mas que podem estar precisando naquele momento?”, questionou.

Com a proximidade do Carnaval, período que historicamente registra aumento na demanda por transfusões devido a acidentes, o presidente de honra do Instituto Tamojunto destacou que a doação é uma forma de celebrar com responsabilidade. “A melhor forma de brincar o Carnaval é doar sangue antes. Você vai com a consciência tranquila, com a alma leve, sabendo que fez o bem”, afirmou.

Há 10 anos, grupo promove campanha para reforçar estoque de sangue no Carnaval
Vinicius Echeverria Brits em entrevista ao Campo Grande News (Foto: Marcos Maluf)

O colaborador do Instituto Tamojunto, Vinicius Echeverria Brites, de 45 anos, também participou da mobilização e destacou a necessidade de manter os estoques abastecidos, especialmente nesta época do ano. “Com a chegada do Carnaval, aumentam os acidentes e a necessidade de sangue. Essa ação ajuda a repor o estoque do Hemosul”, afirmou.

Vinicius contou ainda que doa sangue desde os 18 anos e defendeu que o hábito vá além de campanhas pontuais. “Não é só no Carnaval. Doar sangue precisa ser um compromisso para a vida toda”, finalizou.

Há 10 anos, grupo promove campanha para reforçar estoque de sangue no Carnaval
Eervidor público Paulo Ferreira Rosa, de 51 anos, na cadeira de doação do Hemosul (Foto: Marcos Maluf)

Entre os doadores estava o servidor público Paulo Ferreira Rosa, de 51 anos, que doa sangue há seis anos. Para ele, o ato é insubstituível. “Só o fato de saber que estou servindo a comunidade já é tudo. Não tem como fabricar sangue, só com doação. Quem tem condições deveria doar regularmente”, disse.

Paulo também ressaltou a importância do seu tipo sanguíneo. “Sou do tipo O positivo, que é considerado doador universal. Isso aumenta ainda mais a responsabilidade”, completou.

O período de Carnaval é considerado crítico para os pontos de coleta de doação de sangue em Mato Grosso do Sul. Isso ocorre porque muitas pessoas viajam e, com o aumento do consumo de álcool, cresce o número de doadores temporariamente inaptos. Além disso, o maior fluxo de veículos nas rodovias eleva o número de acidentes, o que influencia diretamente na demanda por bolsas de sangue.

Serviço - Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos. Em caso de menores de idade, é necessário estar acompanhado do responsável legal. A primeira doação pode ser feita somente até os 60 anos de idade. Em Mato Grosso do Sul, os doadores precisam ter 51 kg ou mais.

A ação acontece neste sábado no Hemosul da Avenida Fernando Corrêa da Costa, 1304, em Campo Grande.

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