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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/02/2015 12:31

Cargas atrasam dias e comprometem o abastecimento de alimentos

Priscilla Peres e Viviane Oliveira
Caminhoneiros estão parados há seis dias. (Foto: Marcos Ermínio)Caminhoneiros estão parados há seis dias. (Foto: Marcos Ermínio)
Fila de caminhões continua em rodovias de MS. (Foto: Marcos Ermínio)Fila de caminhões continua em rodovias de MS. (Foto: Marcos Ermínio)

Cargas perecíveis ou não, estão paradas nas rodovias devido ao protesto dos caminhoneiros, comprometendo o fornecimento de cidades do país. No km 466 da BR-163, em Campo Grande, tem caminhoneiro com 26 toneladas de carne e com 14 toneladas de produtos alimentícios.

O caminhoneiro Givaldo Luiz Miranda, 47, está há 25 anos na profissão e diz que agora pretende abandonar, por falta de condições de arcar com os custos. Parado no protesto à caminho de Rio Verde de MT, ele carrega 14 toneladas de arroz, macarrão, biscoito e trigo, da empresa Dallas.

Givaldo explica que a carga iria abastecer duas cidades e que a previsão era dele chegar ao destino ao meio-dia de hoje. "Se eu pudesse iria deixar o caminhão na empresa e ir para casa , mas estou sendo impedido de continuar. A carga vai ficar parada e só deve chegar la na segunda-feira".

Ele diz que aprova a manifestação e nesse tempo ele ja teve vontade de comprar um caminhão mas desistiu por causa das despesas. "O caminhoneiro hoje não tem condições de trabalho, além das estradas ruins o motorista não tem ponto de apoio. Foi o tempo em que a profissão dava dinheiro".

Já Ezequiel de Melo, 56, saiu de Rondônia na terça-feira com destino à São Paulo. Ele carrega 26 toneladas de carne em um caminhão com câmara fria e estima que vai atrasar dois dias para chegar. "No Mato Grosso quem estava com carga perecível foi liberado, mas aqui fui perguntar se eu podia continuar e não deixaram seguir", diz.

A preocupação dele é que a câmara fria não pode passar de 7 dias se não estraga. "Só quero deixar claro que eu iria passar, se pudesse, por causa da carga perecível, mas eu sou a favor do protesto, por que a profissão está desvalorizada e o caminhoneiro que é autônomo não tem mais condições de rodar".

Luís Scarpanti, 33, diz que o governo estadual está sinalizando em favor da redução da alíquota do ICMS do diesel e que por enquanto ainda não tem nada concreto por que está em fase de estudo.



Eles estão lá sem a minima estrutura básica para se manterem, água, alimentação ou banheiros, expostos ao sol quente, vamos apoiar os Caminhoneiros, esse movimento não pode parar, não vamos deixar que eles façam esse manifesto de insatisfação com o governo sozinhos, vamos fazer a nossa parte, vamos juntos dia 15/03.
 
wild em 26/02/2015 12:54:45
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