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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

13/07/2014 09:47

Cerca de 40 desaparecimentos são registrados por mês, maioria de jovens

Renan Nucci
Maria Campo atua há 18 anos na busca por desaparecidos. (Foto: Renan Nucci)Maria Campo atua há 18 anos na busca por desaparecidos. (Foto: Renan Nucci)

Cerca de 10% de casos de desaparecimento de pessoas em Mato Grosso do Sul acabam com desfecho trágico, afirma a investigadora Maria Campos, famosa por criar um setor especializado dentro da Polícia Civil. Ela destaca que a elucidação dos casos ultrapassa 90%, graças ao trabalho integrado das forças de segurança que atuam no Estado.

Mensalmente, cerca de 40 sumiços são registrados. Casos como o do empresário Erlon Peterson Bernal, que desapareceu em 1° de abril enquanto negociava a venda de um carro, sendo encontrado morto alguns dias depois, apesar da grande repercussão, ainda são minoria. “O número de pessoas encontradas mortas é muito baixo”, aponta a investigadora.

Com 18 anos de experiência, ela explica que cada caso tem características e motivações específicas, porém, é possível traçar um perfil dos envolvidos. Além dos 10% que representam homicídios, 60% dos sumiços são propositalmente causados por jovens e adolescentes que querem chamar a atenção dos pais, e por isso ‘saem’ por alguns dias, mas acabam voltando.

O restante pode ser atribuído a adultos que passam por problemas diversos como nas finanças ou no casamento, por exemplo, e por isso fazem questão de sumir, ou idosos que simplesmente se perdem. “Aqui no Estado não existem muitos casos misteriosos. A maioria são pessoas que querem chamar a atenção ou acham que vão resolver seus problemas se afastando deles, e assim, somem”, comentou.

Referência – Desde que criado, o setor de desaparecidos da Polícia Civil já auxiliou no reencontro de 78 mil pessoas, e por isso, se tornou referência nacional. A eficiência é reflexo do trabalho conjunto entre os organismos de segurança do Estado. “Há uma profunda integração entre as polícias, o que facilita as elucidações”, avalia.

Uma pessoa leva em média cinco dias para ser encontrada, mas a espera pode ser maior. Quando a polícia recebe uma denúncia do tipo, o primeiro passo a ser feito é traçar um perfil do individuo, levantando histórico pessoal e convívio familiar. Tais informações norteiam as linhas de investigações a serem adotadas. “Feito isso, avisamos todas as polícias da região”, lembra.

Quando o tempo passa e não surgem informações sobre o desaparecimento, o caso é transferido para delegacias especializadas em homicídios, como foi a morte do empresário Erlon. Todavia, mesmo quando há mudança nas investigações, alguns fatos seguem sem solução, assim como o de Ericson Cândido da Costa, de 25 anos, visto pela última no dia 22 de maio do ano passado.

Agilidade – Campos faz questão de destacar que, quanto mais rápido for relatado um desaparecimento, mais próximo estará o desfecho. Ela reforça que não é preciso esperar 24 horas. “Quanto antes, melhor. Por lei, a polícia tem que registrar a denúncia logo de imediato. Em 24 horas muita coisa pode acontecer. Uma pessoa pode ser levada para fora do Estado, ou até mesmo para outro país, principalmente nesta região de fronteira em que vivemos”.

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