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Cidades

Defensoria vai recorrer ao STJ para colocar Maníaco da Cruz em liberdade

Por Aline dos Santos | 09/02/2012 11:20

Nesta semana, o TJ/MS negou pedido de habeas corpus

Maníaco está internado na Unei de Ponta Porã desde 2008. (Foto: Minamar Júnior)
Maníaco está internado na Unei de Ponta Porã desde 2008. (Foto: Minamar Júnior)

A Defensoria Pública vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que Dionathan Celestrino, de 19 anos, conhecido como Maníaco da Cruz após uma série de assassinatos em Rio Brilhante, seja colocado em liberdade.

Nesta semana, a 2ª Câmara Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou pedido de habeas corpus. O processo corre sob sigilo, portanto, não há informações sobre o motivo da negativa.

Os crimes foram cometidos em 2008, quando Dionathan tinha 16 anos. De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), três anos é o prazo máximo de internação. Desta forma, ele deveria ter sido solto em outubro do ano passado, quando venceu o tempo de permanência na Unei (Unidade Educacional de Internação) em Ponta Porã.

Embora todo o processo seja sigiloso, por envolver fatos cometidos quando Dhionatan era menor de idade, exame psiquiátrico revelou que o quadro sugeria psicopatia.

Em outra frente, o MPE (Ministério Público Estadual) pediu à Justiça a interdição do jovem. A interdição cível é autorizada quando comprovada grave doença mental.

O recurso foi utilizado no caso de Champinha, apreendido aos 16 anos por envolvimento nas mortes de Liana Friedenbach e Felipe Caffé. O casal de namorados foi assassinado em 2003, em Juquitiba (SP).

Após o prazo de internação, ele foi levado para uma unidade experimental de saúde. O Ministério Público obteve a interdição ao alegar que o rapaz sofre de problemas mentais e não pode voltar a viver em sociedade.

Vítimas - O primeiro a morrer foi o pedreiro Catalino Gardena, que era alcoólatra. O crime foi em 2 de julho. A segunda vítima foi a frentista homossexual Letícia Neves de Oliveira, encontrada morta em um túmulo de cemitério, no dia 24 de agosto.

A terceira e última vítima foi Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada morta seminua em uma obra, no dia 3 de outubro. Dionathan foi apreendido no dia 9 de outubro, seis dias após o último assassinato, em casa. No quarto dele havia pôster do Maníaco do Parque e de um diabo.

Para cometer os crimes ele utilizava luvas cirúrgicas. O maníaco estrangulava as vítimas e terminava de matá-las com faca, arma com a qual ele escreveu INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito do primeiro alvo. Os corpos das vítimas eram colocados em forma de cruz.

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