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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/02/2009 17:00

Delegada deve ouvir Maníaco da Cruz sobre crime em SP

Redação

A Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude) deverá ouvir nas próximas semanas o adolescente de 16 anos que ficou conhecido como Maníaco da Cruz, por matar e deixar em posição de crucificação três pessoas em Rio Brilhante, município que fica a 161 quilômetros de Campo Grande. Ele será ouvido pela suspeita de autoria de um assassinato no interior de São Paulo. O corpo da vítima também foi encontrado em posição de crucificação.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Maria de Lourdes Cano, a solicitação foi feita pela Polícia de São Paulo por meio de um ofício. A suspeita é de que o adolescente seja responsável por uma morte no interior de São Paulo em fevereiro do ano passado.

O jovem foi encontrado morto em posição de crucificação. Mas, por conta das circunstâncias que envolvem o crime, a delegada acredita que não seja de autoria do jovem de Rio Brilhante.

Para ela, o rapaz morto em SP foi vítima de algum tipo de vingança, por conta de seus antecedentes criminais. Além disso, o corpo foi encontrado sem os olhos e com sinais de tortura, o que não faz parte do 'ritual' do maníaco de Rio Brilhante.

"Eu acredito que não haja a possibilidade de qualquer participação dele", garante a delegada. Apesar disso, ela deverá ir à Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã para ouvir o garoto sobre a possível autoria do crime.

Quanto aos crimes praticados por ele em Rio Brilhante, as investigações já foram encerradas.

Exames - Transferido para a Unei de Ponta Porã no final de janeiro deste ano, o Maníaco da Cruz passou por vários exames psicológicos. O laudo psicológico feito no final do ano passado atestou que ele não possui distúrbios mentais.

Após o resultado do exame, a defensora pública que o representa, Edmeire de Souza, conseguiu com o Ministério Público Estadual parecer favorável para a realização de um teste psicológico mais detalhado, o Rorschach.

Segundo a delegada do caso, o resultado desse exame também não indicou distúrbios psicológicos. Agora, o adolescente deverá ser submetido à avaliação de um psiquiatra para comprovar se não possui mesmo nenhum distúrbio mental.

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