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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

18/11/2017 20:20

Desembargador que soltou Puccinelli coloca Lama Asfáltica em sigilo

Nyelder Rodrigues
Desembargador federal Paulo Fontes (Foto: TRF3/Divulgação)Desembargador federal Paulo Fontes (Foto: TRF3/Divulgação)

O desembargador federal Paulo Fontes, que concedeu habeas corpus para livrar da prisão provisória o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o filho dele, André Puccinelli Junior, e mais dois advogados, também colocou em sigilo o processo que tramita na Justiça, relativo a operação Lama Asfáltica.

A decisão foi tomada junto aos segundo habeas corpus, que libertou os advogados Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves, suspeitos de participar de esquema fraudulento com Puccinelli Junior, usando o instituto de ensino jurídico Ícone.

Como está em segredo de Justiça, todos os documentos relativos ao processo, assim como as decisões da mesma não estão mais acessíveis para terceiros pelo sistema online do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região.

O decreto do desembargador Paulo Fontes diverge do entendimento da PF (Polícia Federal), que é quem conduz as investigações da Lama Asfáltica. Em representação, a entidade é veemente ao defender a abertura do processo.

André, o filho e os dois advogados foram presos na quinta fase da operação Lama Asfáltica, a Papiros de Lama, que foi deflagrada na terça-feira (14) pela PF, batendo à porta logo cedo dos investigados.

Além dos quatro detidos, André Cance, João Maurício Cance, João Amorim, João Baird, Mirched Jafar Júnior e Antonio Celso Cortez foram levados em condução coercitiva para depoimento na sede da PF. Eles também são investigados.

A PF foi também às ruas de Campo Grande, Aquidauana, Nioaque e São Paulo (SP) vasculhar 24 endereços. Conforme a PF, a operação tem como alvo uma organização que teria causado pelo menos R$ 235 milhões em prejuízos aos cofres públicos.

A soma de R$ 160 milhões em bens de investigados foram bloqueados. O ex-governador seria o beneficiário e garantidor do esquema de propina com a JBS, que teria repassado no mínimo R$ 20 milhões.

Policiais federais chegando ao prédio onde mora André Puccinelli na terça-feira (14), para prendê-lo (Foto: André Bittar)Policiais federais chegando ao prédio onde mora André Puccinelli na terça-feira (14), para prendê-lo (Foto: André Bittar)


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