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Capital

Carros e até motos se arriscam atravessando trecho de alagamento recorrente

Chuva voltou a elevar nível da água no pontilhão da Av. João Arinos e expôs risco enfrentado por motoristas

Por Jhefferson Gamarra e Clara Farias | 20/02/2026 18:13


RESUMO

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O pontilhão da Avenida João Arinos com a BR-163, em Campo Grande, voltou a registrar alagamento após chuva na tarde desta sexta-feira (20). O nível da água atingiu a metade da porta dos veículos, causando transtornos aos motoristas que precisavam atravessar o local.Apesar das obras de drenagem prometidas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura no Jardim Noroeste, o problema persiste. Durante o alagamento, uma caminhonete ficou parada no meio da água, e motociclistas se arriscaram na travessia, com um deles precisando de ajuda para sair do local.

Apesar de rápida, a chuva registrada na tarde desta sexta-feira (20) foi suficiente para voltar a causar problemas no pontilhão da Avenida João Arinos com a BR-163. O trecho, conhecido pelos alagamentos recorrentes, voltou a concentrar grande volume de água, com nível chegando à metade da porta de veículos de passeio.

O ponto já havia sido cenário de ocorrências graves no dia 13 de janeiro, quando carros ficaram ilhados e pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. No dia seguinte, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que as obras de drenagem no Jardim Noroeste seriam fundamentais para reduzir os impactos das enxurradas na via. Ainda assim, nesta sexta, o problema voltou a se repetir, embora em menor escala.

Com a água acumulada sob o pontilhão, motoristas reduziram a velocidade e formaram fila nos dois sentidos. Um condutor relatou que aguardava havia cerca de 15 minutos, esperando o nível baixar para tentar atravessar com segurança.

Mesmo diante do risco, alguns decidiram seguir. Uma caminhonete tentou cruzar o trecho alagado, mas acabou parando no meio da água. O veículo “morreu” durante a travessia e precisou ser retirado posteriormente. Em seguida, um Fiat Uno arriscou e conseguiu completar o percurso. Alguns condutores não se arriscaram e ficaram aguardando no gramado do canteiro.

Dois motociclistas também tentaram passar pelo acumulo de água. Um deles conseguiu atravessar, mas o outro, que conduzia uma Honda Biz, ficou parado no meio do trecho alagado e precisou de ajuda para sair.

Desta vez, a precipitação foi mais curta, mas bastou para comprovar novamente a vulnerabilidade do trecho. A água desce principalmente do Jardim Noroeste, onde grande parte das ruas ainda não é pavimentada, e converge para a João Arinos, sobrecarregando o sistema de drenagem.

O histórico de alagamentos na região se estende há anos e segue provocando transtornos a cada novo episódio de chuva mais intensa, mesmo quando de curta duração.