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Economia

Dólar cai a R$ 5,17 e atinge menor valor desde maio de 2024

Ibovespa fecha em alta recorde após decisão dos EUA sobre tarifas

Por Gustavo Bonotto | 20/02/2026 19:00
Dólar cai a R$ 5,17 e atinge menor valor desde maio de 2024
Cédulas do dólar, moeda estrangeira utilizada para transações comerciais no mercado financeiro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (20) em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, no menor nível desde maio de 2024, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar tarifas de importação. O movimento ocorreu no mercado financeiro global e influenciou também a Bolsa brasileira. O Ibovespa subiu 1,06% e encerrou aos 190.534 pontos, novo recorde de fechamento.

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O dólar comercial encerrou em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, menor valor desde maio de 2024, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar tarifas de importação impostas por Donald Trump. O movimento impactou positivamente a Bolsa brasileira, com o Ibovespa atingindo novo recorde de 190.534 pontos. A desvalorização da moeda americana também foi influenciada pelo crescimento mais fraco da economia dos EUA, com o PIB registrando alta de 1,4% no quarto trimestre de 2025. No Brasil, a taxa de desemprego caiu para 5,1% no mesmo período, com destaque para Mato Grosso do Sul, que registrou índice de 2,4%.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos foi o principal fator que mexeu com os mercados. Por seis votos a três, os juízes concluíram que o presidente Donald Trump (Republicano) extrapolou a autoridade ao impor o chamado “tarifaço”. O tribunal entendeu que a lei de emergência econômica não permite a criação unilateral de tarifas.

Em resposta, Trump afirmou que possui “métodos ainda mais fortes” para impor novas taxas comerciais. O republicano anunciou a intenção de aplicar uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da legislação comercial americana. Ele também disse que o governo pode abrir investigações com base na Seção 301.

Outro fator que pressionou o dólar foi o desempenho mais fraco da economia dos Estados Unidos. PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expectativa de 3%. No trimestre anterior, a alta havia sido de 4,4%.

O índice de preços de gastos com consumo, indicador usado pelo banco central estadunidense para medir a inflação. O núcleo subiu 0,4% em dezembro e acumulou alta de 3% em 12 meses. Economistas avaliam que a inflação ainda elevada pode adiar cortes de juros nos EUA.

No Brasil, a taxa de desemprego caiu para 5,1% no quarto trimestre de 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice recuou em seis estados e ficou estável nos demais. Mato Grosso do Sul registrou uma das menores taxas do país, com 2,4%.

No acumulado, o dólar soma queda de 1,02% na semana, 1,37% no mês e 5,70% no ano. O Ibovespa avança 2,18% na semana, 5,06% no mês e 18,25% em 2026.