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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/11/2013 14:23

Em nota, oficiais criticam ações de “baderneiros, arruaceiros e criminosos"

Mariana Lopes

Após a morte do policial sul-mato-grossense Luis Pedro Souza Gomes, que foi assassinado em um confronto com invasores de terras, em Rondônia, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado divulgou uma nota de repúdio criticando as ações de “baderneiros, arruaceiros e criminosos”.

O policial, morto na tarde do último dia 14, foi cedido à Força Nacional de Segurança Pública para atuar em Rondônia. De acordo com a associação, há imagens de um cinegrafista amador que mostram os invasores atacando os policiais de força agressiva e usando até coquetel molotov.

A entidade estende a crítica também para as ações de grupos como “blacks blocs”, que estão aterrorizando a população de várias cidades brasileiras, principalmente nos grandes centros, sem respeitar sequer o poder das polícias.

Confira a nota de repúdio na íntegra - “Na tarde do dia 14 de novembro de 2013, tomamos conhecimento de um fato trágico envolvendo um Cabo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul cedido à Força Nacional de Segurança Pública.

Luis Pedro Souza Gomes, 33 anos, há 10 nas fileiras da Polícia Militar Sul-Mato-Grossense, em ação policial no Estado de Rondônia, quando em confronto com invasores de terras veio a óbito após ser alvejado com disparos de arma de fogo.

As imagens da ação capturadas por um cinegrafista amador mostram por 17 minutos cerca de duzentos invasores atacando a pau, pedra, coquetel molotov e bala dezenove policiais da Força Nacional, além de atear fogo nas viaturas, matar o Cb PMMS Pedro e ferir à bala outro policial militar.

Há pouco vimos “blacks blocs” atacando policiais militares em São Paulo e destruindo o patrimônio público e privado sem qualquer motivo relevante.

Baderneiros, arruaceiros e até criminosos, transvestidos de movimentos sociais, espalham-se pelo país, usando de força e de diferentes meios para confrontar o Estado, a custa da tranquilidade pública, enquanto nos deparamos com o caos das instituições que defendem o povo as quais são atacadas e achincalhadas num claro projeto de desconstrução.

O Crime organizado ataca unidades policiais, comandam ações criminosas ainda que encarcerados, fazendo nossas famílias reféns. Policiais militares morrem todos os dias, no enfretamento a nobre causa de defender a sociedade.

Quem é o Policial senão o próprio Estado presente nas ruas, matas e rios. O Policial que tombou, em que pese toda a tristeza da família, colegas e amigos, significa mais uma vez a queda do próprio Estado.

O poder do Estado passa pelo fortalecimento de suas instituições. No momento em que acompanhamos o desempoderamento da Polícia em processos de restabelecimento da ordem pública, o próprio Estado fica em xeque.

Repensemos a atuação das Instituições Policiais na restauração da ordem pública sob pena de ficarmos reféns de vândalos, marginais e massas de manobra, que possuem mais direitos na legislação brasileira do que seus próprios representantes legítimos.

A custa de interesses escusos, a grande mídia enfatiza ações de marginais e pouco demonstra as boas ações e a realidade da Polícia Militar brasileira, conduzindo a grande massa a acreditar que somos incompetentes.

As leis são cada vez mais favoráveis aos infratores e, consequentemente mais restritivas as ações da Polícia de preservação da ordem pública, provocando um sentimento de agonia e insegurança social.

Neste momento em que nos solidarizamos com a família do Al Cb PM Pedro, pela dor da perda do ente querido, reforçamos a toda sociedade Sul-Mato-Grossense o compromisso feito ao ingressarmos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul: o de defender esta comunidade mesmo com o risco da própria vida.

Mas, reforçamos também que, faremos valer o nosso papel enquanto cidadão honrados, agindo severamente contra os perturbadores da ordem pública, esperando que nossa sociedade possa viver dias melhores.

Maj Pm Admilson Cristaldo Barbosa, Diretor de Comunicação Social da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do MS/Clube Dos Oficiais PM/BM-MS”.



Gostaria de saber, os direitos Humanos irão apurar essa morte? Lá em brasília, a presidente Dilma pronunciou sobre essa morte? Como foi feito quando um índio, foi alvejado em Sidrolândia! Responda que for capaz !
 
Adélcio Dutra em 18/11/2013 15:51:25
Viver em Democracia e não em governos totalitários EXIGE que se reconheça a diversidade de opiniões e, até mesmo, forma de defesa destas.
Alguns optam em apenas dissentir, outros, por sua vez, defendem posições de modo incisivo.
Quem está certo ou errado não é fácil dizer, mas deve-se respeitar as opiniões existentes e o direito de manifesta-las.
Brandir que quem manifesta-se contrário ao que hoje está posto é um baderneiro e arruaceiro é desconhecer que erros são diariamente praticados por todos os governantes e seus representantes e isto sim é meninice e defesa de uma situação lamentável.
Ser policial é exercer atividade de risco e colocar sua vida em favor da sociedade, exigindo destemor, sempre sendo lastimável a perda de uma vida.
Manifestações levam, no mínimo, a uma reflexão!
 
antonio carlos oliveira em 18/11/2013 15:47:59
Falta diálogo entre o Poder Público e os movimentos sociais. Não acredito que manifestantes resistam ao poder de fogo da PM "sem motivo relevante". O Estado está acostumado a usar cegamente a violência para preservar a propriedade de alguns em detrimento da dignidade de muitos. POUCOS TEM MUITO, ENQUANTO A MAIORIA TEM QUASE NADA. Esse sistema está completamente falido e o uso da violência (tanto por parte da polícia como de manifestantes) é a prova cabal disso. Igualdade, liberdade e dignidade são os remédios para essas doenças sociais.
 
Anita Ramos em 18/11/2013 15:43:12
Impossível deixar de citar o massacre de eldorado dos carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, quando os Policias, CUMPRINDO ORDENS, foram alvo de uma tentativa de homicídio, uma vez que eram em 150 contra 1500 sem terra, e responderam com o que tinham, causando a morte de vários sem terra. o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira foram presos, condenados, o primeiro a 228 anos e o segundo a 158 anos de reclusão, pelo massacre. A justiça da a ordem e a PM cumpre e depois paga o pato. Será que alguém vai pagar a morte desse soldado? Sei não hem
 
Alex andré de souza em 18/11/2013 15:31:39
"As leis são cada vez mais favoráveis aos infratores e, consequentemente mais restritivas as ações da Polícia de preservação da ordem pública, provocando um sentimento de agonia e insegurança social."

Culpa de quem? Culpa de quem? Dos Deputados e Senadores que criam leis absurdas. Ao invés de criarem leis alocando recursos para o efetivo cumprimento da Lei penal, preferem abrandar as penas e com isso criando essa atmosfera de impunidade.
BASTA!
 
Afonso Netho em 18/11/2013 15:04:57
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