Governo reajusta auxílio-saúde e creche para servidores federais
Impacto chega a R$ 283 milhões; valores foram oficializados por portarias e passam a valer ainda em 2026
O governo federal oficializou o reajuste de benefícios pagos a servidores do Executivo, incluindo auxílio-saúde e auxílio-creche. As mudanças, que já haviam sido anunciadas no fim de março, foram formalizadas por meio de portarias publicadas na segunda-feira (6).
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Segundo a Lei Orçamentária de 2026, o aumento desses dois benefícios deve gerar impacto de R$ 202 milhões neste ano. Considerando também o reajuste no auxílio-alimentação, que passou a R$ 1.192, o custo total chega a R$ 283 milhões, segundo reportagem do Jornal Folha de São Paulo.
Com os novos valores, a assistência à saúde suplementar pode alcançar até R$ 464,89 por pessoa, a depender da idade e da faixa de renda. Já o auxílio-creche foi fixado em R$ 526,64 para servidores com filhos de até seis anos.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), os reajustes acumulados entre 2023 e 2026 superam a inflação do período, estimada em 19%.
Outra mudança foi no valor da indenização de transporte, paga a servidores que utilizam veículo próprio em atividades externas. O teto do benefício subiu de R$ 17 para R$ 82 e só será concedido em casos ligados ao trabalho, como fiscalizações, vistorias e acompanhamento de obras.
Atualmente, cerca de 865 mil pessoas são atendidas pelo auxílio-saúde, entre servidores ativos, aposentados, dependentes e pensionistas. O valor varia conforme a renda e a idade. Quem recebe até R$ 3 mil e tem 59 anos ou mais terá direito ao valor máximo. Já dependentes menores de 18 anos com renda familiar acima de R$ 21 mil recebem o valor mínimo, de R$ 120.
O auxílio-creche deve beneficiar cerca de 65 mil servidores ativos e teve reajuste de 8,55%.
Além dos servidores civis, militares da Polícia e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios de Amapá, Rondônia e Roraima também serão contemplados com os novos valores.
Os benefícios já haviam passado por reajuste em 2023. Desde então, categorias do funcionalismo vinham pressionando por novos aumentos, especialmente nas áreas de saúde e assistência pré-escolar.
As mudanças fazem parte de um conjunto de medidas voltadas ao funcionalismo. No fim de março, foi sancionada a reestruturação de carreiras, com previsão de impacto de até R$ 5,3 bilhões neste ano, embora a execução dependa da criação de vagas e realização de concursos.


