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Preço da cesta básica faz 75% dos leitores mudarem hábitos de consumo

Levantamento mostra que o item ficou mais caro em todas as capitais do Brasil; Campo Grande ocupa 8ª posição

Por Clara Farias | 10/07/2026 07:14
Preço da cesta básica faz 75% dos leitores mudarem hábitos de consumo
Consumidor em corredor de supermercado da Capital (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

A maioria dos leitores do Campo Grande News já precisou mudar os hábitos de consumo por causa do preço da cesta básica em Campo Grande, que chegou a R$ 846,06. Em enquete realizada pelo jornal, 38% dos participantes disseram que passaram a substituir produtos por opções mais baratas, enquanto outros 37% afirmaram que simplesmente reduziram as compras.

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Pesquisa do Campo Grande News revelou que a maioria dos leitores mudou hábitos de consumo devido ao alto custo da cesta básica, que chegou a R$ 846,06 em junho, segundo o Dieese. Dos participantes, 38% substituíram produtos por opções mais baratas e 37% reduziram compras. O valor representa 56,43% do salário mínimo líquido e acumula alta de 6,69% em 12 meses.

Já 14% responderam que mantêm os mesmos hábitos de consumo, apesar da alta dos preços. Outros 10% disseram que ainda não mudaram a rotina, mas já estão preocupados com o aumento do custo de vida.

Nos comentários das redes sociais, leitores relataram as dificuldades para equilibrar o orçamento doméstico. Diego Ramos contou que precisou adotar diversas estratégias para continuar abastecendo a despensa.

"Ultimamente várias, escolhendo o mais barato, os que rendem mais, trocando marcas, aceitando promoções de produtos perto do vencimento, aceitando a diminuição do peso, aceitando comida sintética sabor comida... voltando à época em que até o arroz velho virava bolinho de arroz frito", escreveu.

Pedro Zeni resumiu a situação em poucas palavras: "Comprando o básico".

Já Admar Junior afirmou que a alimentação é uma despesa impossível de cortar e que a busca por preços menores tem se tornado prioridade. "Infelizmente não tem como ficar sem alimentação, sem comprar. Por esse motivo, quando inaugura um mercado, lota, porque o povo precisa economizar cada vez mais, senão não sobra para mais nada", disse.

Maria Sousa também chamou atenção para o peso das despesas fixas no orçamento familiar. "846 + 800 aluguel + 200 de energia + 150 de água + 100 de internet. Essa conta não fecha. O povo está passando fome", afirmou.

Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a cesta básica em Campo Grande atingiu R$ 846,06 em junho, alta de 0,58% em relação a maio.

O valor corresponde a 56,43% do salário mínimo líquido de R$ 1.621 e coloca a Capital entre as cidades com as cestas básicas mais caras do País. Em 12 meses, o custo acumulou aumento de 6,69%.

Preço da cesta básica faz 75% dos leitores mudarem hábitos de consumo

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