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Campo Grande, Sábado, 25 de Maio de 2019

30/01/2019 14:47

Reprovados em concurso fazem protesto em Secretaria de Administração

99% dos concorrentes reprovaram no concurso para professores da rede estadual; grupo está dividido entre pedir anulação ou mudança na nota de corte

Silvia Frias e Guilherme Henri
Reprovados, grupo de manifestantes protesta em prédio ao prédio da SAD, no Parque dos Poderes (Foto: Guilherme Henri)Reprovados, grupo de manifestantes protesta em prédio ao prédio da SAD, no Parque dos Poderes (Foto: Guilherme Henri)

Pelo menos 30 pessoas está em frente à SAD (Secretaria Estadual de Administração e Desburocratização), em protesto ao resultado da primeira fase do concurso para professora da rede estadual de ensino. O grupo está dividido entre pedir a anulação do concurso ou a alteração da nota de corte, que determinou número recorde de 99% reprovados.

O concurso ofertou mil vagas. De total de 14.370 inscritos, 73 passaram. A prova foi aplicada em 16 de dezembro do ano passado. Em Física, por exemplo, ninguém foi aprovado.

Os candidatos reclamam da formação da prova, que não teria seguido as normas previstas na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), letras pequenas que dificultavam leitura e folhas soltas, sem sequência.

O professor de Matemática, Marduqueu Andrade Freitas, 51 anos, diz que já prestou vários concursos e nunca tinha se deparado com problemas como os encontrados na prova. Ele reclama, ainda, do tempo considerado exíguo para o tamanho da prova: foram 80 questões para 4 horas de execução.

Andréia Rocha da Silva, 36 anos, professora de Biologia, citou o tamanho das letras e ainda questionou a segurança. “Teve celular de candidato tocando no meio da prova”.

Candidatos reclamaram da letra da prova (Foto: Guilherme Henri)Candidatos reclamaram da letra da prova (Foto: Guilherme Henri)

O professor de Letras Jorge Ricarte, 43 anos, recém formado na área e desempregado estava desapontado com o resultado. “Eu sei que me preparei muito para esse concurso, eu anoitecia e amanhecia para esse concurso, passei noites em claro”.

Todos reclamaram do teor da prova, mas discordam na reivindicação. Alguns pedem anulação da prova, enquanto outros querem reduzir o índice da nota de corte, permitindo que mais pessoas possam ser aprovadas. Uma das concorrentes, que não quis se identificar, disse que a anulação total seria prejudicial para os 76 que passaram na primeira fase – que, com certeza, vão recorrer da decisão – quanto os que ficaram de fora, já que a situação poderia se arrastar na Justiça.

A assessoria da SAD informou que está acompanhando o protesto e, por enquanto, não irá se pronunciar sobre a manifestação.



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