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Campo Grande, Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018

18/05/2009 14:30

Entidades emitem nota de repúdio à homofobia na Câmara

Redação

Entidades que representam os movimentos de Lésbicas, Travestis, Transexuais, Bissexuais e Gays de Mato Grosso do Sul emitiram uma nota de repúdio às declarações do vereador Lídio Lopes (PP) veiculadas nesta segunda, que citam o homossexualismo como problema social e resultante da pornografia.

O vereador é um dos organizadores da audiência pública que será realizada hoje às 19h na Câmara Municipal, com o objetivo de debater a pornografia. As declarações de Lídio foram feitas por conta do evento, que coincide com o início da Campanha Nacional contra a Pornografia.

Na palavras do vereador, "atualmente pesquisas apontam que a pornografia de forma agressiva, vicia mais do que o entorpecente, tornando-se causadora de problemas sociais muito maiores, como a promiscuidade, incentivo ao uso de drogas, homossexualismo[sic] e a pedofilia".

De acordo com a nota de repúdio das entidades, não há nenhuma pesquisa científica divulgada que associa a pornografia como causa da homossexualidade, nem comprovação de que se trate de doença.

"Ao referir-se a pornografia como causa do 'homossexualismo' (sic) e ao comparar a homossexualidade, uma orientação sexual sadia, ao que considera problema social compatível ao uso de drogas e à pedofilia, o parlamentar incorre em uma série de equívocos e demonstra profundo desconhecimento, primeiro de que os direitos sexuais são direitos humanos e, segundo, de que a homossexualidade é expressão legítima de afeto tão importante como a praticada por heterossexuais", diz um trecho da nota.

Segundo o comunicado, a tendência de grupos e pessoas de tratar a homossexualidade e sexualidades que fogem do padrão heterossexual como anomalias "é por puro interesse em estigmatizar e discriminar esses grupos para preservar moralismos de toda ordem, completamente desatualizados da concepção defendida pela Constituição Federal".

As entidades reclamam da ocupação de espaços públicos e do direito à opinião para 'violar o direto à diferença e à diversidade' em relação a questões que envolvem a sexualidade.

O movimento destacou também que condena e repudia a violência sexual cometida contra qualquer pessoa humana, em especial contra crianças e adolescentes.

E que, por isso, "é parceira nas ações e no desenvolvimento de uma política pública para garantir o direito de todos ao desenvolvimento de suas sexualidades de modo seguro e saudável".

A nota foi assinada pela ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de MS), pela Bem Mulher (Coletiva de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de MS) e Mescla (Movimento de Estudo de Sexualidade, Cultura Liberdade e Ativismo de MS).

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