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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

10/04/2009 21:04

Falhas no Presídio Federal já renderam 7 representações

Redação

O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul protocolou no MPF (Ministério Público Federal) representações nas quais questiona as condições de trabalho dentro do Presídio Federal de Campo Grande.

Os servidores também cobram providências em relação à diligência da PF (Polícia Federal) que apreendeu computadores e mídias nas residências dos agentes. Desde quarta-feira (08) a Força Nacional está em Campo Grande para reforçar a segurança na penitenciária devido ao risco de ataque organizado por facções criminosas, cujo plano foi descoberto pelos Serviços de Inteligência.

De acordo com o advogado que representa a entidade, André Borges, foram formalizadas sete ações no MPF. O objetivo é que seja averiguada a situação dos agentes no presídio e se o número de servidores é suficiente para atender aos 154 detentos custodiados no local.

Borges explica ainda que o Sindicato tenta obter informações referentes ao mandado de busca e apreensão cumprido nas casas de agentes. A investigação corre em segredo de Justiça e nem os servidores revelam detalhes da operação.

Em dezembro do ano passado, a PF fez diligências nas casas dos agentes à procura de gravações ilegais feitas dentro da penitenciária. Foram apreendidos computadores, Cds, DVDs e pen drives, que até hoje não foram devolvidos.

De acordo com os agentes, que não quiseram se identificar, a soma de todos estes fatores obrigou a vinda da Força Nacional a Mato Grosso do Sul. O principal problema apontado foi o plano de ataque a um presídio federal, que previa até o uso de armas roubadas de um centro de treinamento de atiradores em São Paulo.

Já a justificativa do diretor da penitenciária, delegado da Polícia Federal, Arcelino Vieira Damasceno, para a necessidade de convocar a Força a Campo Grande está relacionada à ampliação de serviços para os presos. Segundo ele, boa parte dos 154 presos passam por cursos profissionalizantes ministrados pelo Senai.

Ele alega que o efetivo, já considerado reduzido, fica ainda menor com a aplicação dos cursos. "Alguns agentes são monitores", ressalta.

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