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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/04/2013 16:21

Famasul culpa Funai por morte de PM e cobra um basta em conflitos

Helton Verão e Mariana Lopes
Diretores durante coletiva de imprensa na manhã deste sábado (Foto: João Garrigó)Diretores durante coletiva de imprensa na manhã deste sábado (Foto: João Garrigó)

A diretoria da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) culpou a Funai (Fundação Nacional do Índio) pelos conflitos entre proprietários rurais e índios, que já resultaram em duas mortes neste ano no Estado. 

Ontem, o cabo aposentado da Polícia Militar, Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos, foi assassinado durante confronto com indígenas em Douradina, no início da noite.

A Famasul considera a situação alarmante e que a Funai, que é responsável por organizar os índios, tem apenas os inflamado, além de transparecer a insegurança judicial. Segundo os integrantes existe uma indiferença da Justiça Brasileira em relação a aplicação das leis contra os indígenas.

A direção quer uma posição do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso em relação as demarcações. “O ministro tem o poder de dar um basta e acalmar isso. Se houvesse empenho do Governo Federal, teríamos mais resultados”, comenta Almir Dalpasquale, diretor-tesoureiro da Famasul.

A Federação fala em erro no passado quando as terras, que antigamente já foram indígenas, foram vendidas aos produtores. A guerra acontece por causa das invasões para forçar as demarcações. A entidade defende uma compensação aos produtores que possuem documentos legais.

Segundo versão da Famasul, o policial militar Arnaldo Alves Ferreira foi cercado por cerca de 30 índios em sua propriedade e teria sido assassinado após ter sido amarrado a uma árvore e atingido por golpes de facão e flechas. Um garoto de 13 anos estava dentro da casa, ele conseguiu fugir e chamar socorro.

Conforme as primeiras investigações, o policial suspeitou do furto de gado em sua propriedade rural. Ele instalou cerca elétrica para evitar os roubos, mas acabou entrando em conflito com os índios.

BalançoEm Mato Grosso do Sul, 13% do seu território é indígena. Atualmente 56 propriedades estão invadidas por índios, a maioria na região Sul do Estado. Todos os proprietários dessas terras possuem documentos legítimos sobre elas.

A Funai tem 80 ações na Justiça sobre conflitos entre proprietários e indígenas. Esta foi a segunda morte neste ano.

A primeira foi de um adolescente de 15 anos, morto com um tiro na cabeça, no último dia 17 de fevereiro, em uma estrada que separa a aldeia guarani-kaiowá tey´ikue de fazendas na cidade de Caarapó.

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"O conflito é o motor da história", diz o dogma ideológico que norteia a política indigenista do PT e da Funai. Para eles, aquela barbárie de Japorã apenas mostrou "o acerto da práxis", conforme um dos ideólogos da Funai, pois os índios ficaram com parte da área invadida.. Essas mortes seriam "avanços". Tudo tem um objetivo: impactar a propriedade privada. Quem tem um bilhão de dólares para financiar um porto em cuba, não poderia comprar terra para nossos índios? Isso mostra bem onde quer chegar o governo com sua indiferença face as invasões de propriedades legítimas.
 
Valfrido M. Chaves em 14/04/2013 21:20:45
É lamentável a morosidade com que essas situações são conduzidas e analisadas. É inaceitável a falta de uma ação imediata e consistente para as invasões de terras por indigneas. O Proprietário rural não tem apoio e ONGS que o apoiam porque acreditava que a justiça iria ser feita pela JUSTIÇA E POR NOSSOS REPRESENTANTES POLITICOS e so tem decepcoes com isso. Na nossa propriedade em JUTI MS, ha invasao e ha 21 anos aguardamos uma decisao da justiça, dos Governos e do bem. Mas de repente o melhor era ter cercado a propriedade no peito e ter enfrentado os invasores?
Solange Subtil
Fazenda Sao Miguel Arcannjo
Miguel Subtil de Oliveira (Falecido).
 
Maria Solange Subtil em 14/04/2013 09:50:06
Como foi lembrado recentemente pelo Prefeito de Naviraí, Léo Matos, em encontro com a ministra Ideli Salvati. Se for para reparar esse dano histórico cometido pelo homem branco com o indio brasileiro, deveria começar lá pelo litoral. Afinal quando o país foi descoberto, os colonizadores chegaram por lá, onde encontraram os indígenas. Portanto havia indios em toda parte do Brasil e não somente no MS. Se for para corrigir, o nosso território deveria ser devolvido ao Paraguai.
 
Wilson Soares em 14/04/2013 09:49:36
Outra barbárie que ficará sem punição. Exato, sem punição. Pergunto até quando o País ficara com essa "super proteção"?Não sou contra direitos e garantias dos índios. Sou contrário a toda essa "palhaçada". Atualmente o que vejo é um enorme jogo de interesse por parte dessa categoria, que vai muito mais além do que querer suas terras originais. É algo sem fim. Hoje tivemos a morte de um cidadão que trabalhou 30 anos da sua vida para que muitos pudessem ter uma noite tranquila...foi morto de forma que classificado como bárbara, com "requintes de crueldade". Se fosse ao contrário, se o PM tivesse matado o índio, certame estava sendo censurado por toda mídia!!!!
 
RODRIGO NASCIMENTO BONFIM em 13/04/2013 23:12:49
INFELIZMENTE JÁ ERA ESPERADO O FATO.SE CONTINUAR DESTA MESMA FORMA O DESRESPEITO COM QUEM PRODUZ PARA OS BRASILEIRO E TBEM,COM AS COMUNIDADES INDIGENAS,PODERÁ SER BEM PIOR ESSE QUADRO.NAS AUDIENCIAS PÚBLICAS QUE ACONTECERAM EM TACURU E CORONEL SAPUCAIA FICOU CLARO A INTRANQUILIDADE QUE VIVEMOS EM MATO GROSSO DO SUL E DIVERSOS ESTADOS DO NOSSO PAIS.A CULPA DO QUE ESTA OCORRENDO É DO GOVERNO FEDERAL,POIS TEM CONHECIMENTO DE TUDO E NAO DÁ UM BASTA.*DIREITOS HUMANOS É PRA TODO CIDADAO BRASILEIRO*.
 
JOSÉ ROBERTO FELIPPE ARCOVERDE em 13/04/2013 17:30:17
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