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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

21/02/2011 20:22

Indígenas afirmam terem sofrido discriminação em aeroporto de Dourados

Paula Vitorino

Familiares de Marcos Veron contam que chegaram atrasados para o julgamento do caso devido a preconceito

Familiares de Marcos Veron perderam o voo para o julgamento do caso em São Paulo e não puderam participar do primeiro dia de julgamento. (Foto: João Garrigó)Familiares de Marcos Veron perderam o voo para o julgamento do caso em São Paulo e não puderam participar do primeiro dia de julgamento. (Foto: João Garrigó)

Os familiares do líder indígena Marcos Veron irão protocolar denúncia no MPE (Ministério Público Estadual) de Dourados por terem sido vítimas de discriminação no aeroporto do município, na manhã de hoje (21).

Os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá alegam que perderam o voo para São Paulo devido ao “descaso e preconceito” de um funcionário do aeroporto de Dourados.

“Não sei se foi medo ou preconceito da gente, mas o homem quando nos viu nem quis falar. Nós nos sentimos discriminados”, conta o filho de Marcos e atual cacique da aldeia, Ladio Veron, 45 anos.

O grupo iria embarcar às 5h para Campo Grande, de onde pegariam outro vôo para São Paulo. Mas o plano de voo teve de ser mudado porque eles não conseguiram embarcar em Dourados. No local, os funcionários alegaram que o grupo havia chegado atrasado.

“Nós chegamos às 4h30 e ele simplesmente falou que não ia dar tempo de fazer os procedimentos do embarque e ponto. Tentamos explicar a situação, mas ele não quis mais falar. Tivemos imprevistos para chegar até o aeroporto da aldeia e por isso não conseguimos cumprir a 1h de antecedência que é sugerida”, detalha um funcionário da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) que acompanhou o grupo.

Eles seguiam para participar do julgamento dos acusados pela morte do líder indígena. Dentre os integrantes, seis são testemunhas e também vítimas do massacre

O julgamento estava marcado para às 10h e os indígenas não conseguiram chegar a tempo.

Em Campo Grande, o grupo teve de aguardar no saguão do aeroporto o próximo vôo com destino a capital paulista, remarcado para às 18h desta segunda-feira.

“Estávamos todos de cocar e com os nossos vestimentos, mas tiramos depois do que aconteceu em Dourados. Ficamos com medo que o mesmo acontecesse no aeroporto aqui de Campo Grande”, disse Ladio.

Ele ainda esclarece que a atitude de protocolar a denúncia no MPE tem o objetivo de evitar que “outras situações iguais se repitam”.

Os indígenas já elaboraram um documento com a assinatura de todos os integrantes do grupo que foram vítimas da discriminação e irão protocolar junto ao MPE quando retornarem de São Paulo.

Familiares esperam que seja feita a justiça no julgamento dos assassinos do líder indígena. (Foto: João Garrigó)Familiares esperam que seja feita a justiça no julgamento dos assassinos do líder indígena. (Foto: João Garrigó)

Julgamento – Mesmo sem a presença das vítimas, a justiça decidiu manter o julgamento dos acusados. Nesta segunda-feira foi realizado o sorteio dos jurados – seis homens e uma mulher – e feita à leitura das partes processuais.

Os depoimentos dos seis indígenas vítimas no caso estão previstos para começarem às 9h de amanhã (22), segundo informações dos próprios Guarani.

“Estamos confiantes na justiça. As 46 aldeias de Mato Grosso do Sul que são da etnia Guarani-Kaiowá estão ansiosas pelo resultado do julgamento”, diz o filho de Marcos Veron.

O grupo também espera que a justiça seja feita com os outros casos de assassinatos de lideranças indígenas no Estado.

“Foram 16 lideranças mortas. Esperamos a punição de todos esses assassinos, não só os do meu pai. E todos os crimes aconteceram pelo mesmo motivo: fazendeiros que queriam a nossa terra”, esclarece Ladio.

Mesmo tendo sido negado o direito de prestar os depoimentos na língua da etnia Guarani-Kaiowá, os indígenas estão confiantes e seguem para São Paulo com um intérprete.

“Quase todos falam bem o português. Vou ajudar mais nos depoimentos das mulheres e na tradução de termos jurídicos”, explica o pesquisador em antropologia social, também pertencente a etnia Guarani-Kaiowá, Tonico Benites.

De acordo com a assessoria de imprensa da justiça federal, o julgamento deve ser longo, com duração de oito a 15 dias.

A pedido do MPF (Ministério Público Federal) o julgamento foi transferido de Dourados para a capital paulista. Os motivos foram o poder econômico e a influência social do proprietário da fazenda, que teria negociado com dois índios a mudança de seus depoimentos.

Três seguranças serão julgados pela autoria do assassinato de Marcos Veron, sendo Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde. Um quarto acusado está foragido.

Os réus são acusados de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e meio cruel, tortura, seis tentativas qualificadas de homicídio, seis crimes de sequestro, fraude processual e formação de quadrilha.

Outras 24 pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime. A acusação vai pedir pena máxima, o que pode resultar em mais de 30 anos de prisão.

Lembranças do massacre ainda estão vivas na memória das vítimas. (Foto: João Garrigó)Lembranças do massacre ainda estão vivas na memória das vítimas. (Foto: João Garrigó)

Massacre – “Parece que foi ontem que tudo aconteceu”. Essa foi a frase dita por todos os integrantes do grupo a reportagem do Campo Grande News, quando questionados sobre o massacre do dia 13 de janeiro de 2003.

A luta dos Gurani-Kaiowá pela retomada de suas terras vem desde 1928, segundo as lembranças dos indígenas. As mais de 78 famílias que hoje vivem na aldeia Taquara e seus antepassados foram vítimas de diversos “atentados” por disputas de terras.

Sobre a noite do dia 13, as lembranças da família Veron são tristes e ainda vivas. Mas muitos familiares não querem falar sobre o assunto e outros evitam relembrar os momentos de violência vividos.

“É difícil pra gente falar, foi muita tristeza. Chegaram atirando em todos, crianças, velhos. E eu e mais seis pessoas, dentre elas meu pai, fomos torturados e quase todos mortos. Amanhã vamos ter que contar tudo e lembrar da tristeza diante do juiz”, conta Ladio.

O jovem Reginaldo Cabreira Veron, 22 anos, ainda sofre com as dores provocadas por uma bala alojada em sua perna. Na época do massacre ele tinha apenas 14 anos.

“Eu era um atleta, disputava corridas, eles acabaram com a minha vida. Vivo sentindo dor e não posso mais trabalhar e fazer as coisas que gosto”, desabafa.

Ele estava levando comida para a aldeia, junto com o tio e a avó – esposa de Marcos Veron – quando o veículo foi ”fechado” pelos autores, que dispararam diversos tiros.

Um dos filhos do líder indígena, Araldo Veron, 38 anos, busca forças nas lembranças que guarda do pai para superar a perda.

“Ele era um bom pai, sempre ensinando a gente. Eu sinto o espírito dele aqui entre nós, sei que ele está conosco. E é isso que força para a gente seguir”, diz emocionado.

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Ah, e algo que chamou atenção e que merece reflexão: "[...] todas as terras indígenas deste estado devem ser demarcadas, CUSTE O QUE CUSTAR [...]".
Custe o que custar!!!
Está aí mais um exemplo de absoluta intolerância.
É louvável a defesa de DIREITOS, sejam eles quais forem. Porém, dentro da legalidade.
 
Luana Ruiz em 13/03/2011 10:15:35
Esclarecimento 01:
Lei 6001/73, art. 3ᵒ, I – Índio […] – É todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana […].
Ascendência: “[…] parentesco com os pais e outros antepassados […]”.
Antepassados: “[…] ascendentes”. Ascendentes: “de quem se descende”.
Daí a relação entre a afirmação de que “uma vez índio, sempre índio”, com o elemento DNA.

Esclarecimento 02:
O leitor é livre para interpretar aquilo que lê, porém alguns desconsideram o contexto. Ocupação ancestral??
Lindo o entendimento do Ilmo. Min. Ayres Britto. Igualmente respeitáveis as palavras do Ilmo. Sr. Ilmar Galvão: “o índio, na verdade, não está investido do poder de transformar em terra pública federal aquela em que vai pondo os pés, por efeito de eventuais perambulações, como se fossem os reis MIDAS dos tempos modernos, numa versão indígena e latifundiária”.

Vale a pena reler mais atentamente meu comentário anteriormente postado. Levanto a bandeira da paz E defendo o Estado Democrático e de Direito.
“Prisão aos fazendeiros que roubaram”??? “Genocídio”??

Contenham vosso preconceito e intolerância.
Nada que um divã não resolva!!!
 
Luana Ruiz em 13/03/2011 10:09:51
Sra. LUANA RUIZ,
Deveríamos estudar melhor a Constituição Federal. Lá não diz "terras ANCESTRALMENTE ocupadas". Diz "tradicionalmente", quer dizer, ocupadas de modo tradicional, conforme seus usos e costumes. Entendeu?
E, segundo Ayres Britto, são essas as terras ocupadas quando da promulgação da Constituição, EXCETO se os indígenas tenham sido expulsos de forma violenta, espoliados, etc.
Por sinal, invasão é crime mesmo: cadeia para os fazendeiros que ROUBARAM, em conluio do governo federal, as terras dos povos originários. Pena que prescreveu...
Mas, atenção, genocídio étnico não prescreve. Atenção...
 
Joana Rocha em 28/02/2011 04:42:49
Infelizmente o preconceito, o racismo e principalmente a ignorância estão impregnados em nossa sociedade. Basta ver alguns comentários de alguns leitores sobre " ser índio ser questão de DNA" e outras afirmações repletas de desconhecimento sobre os povos "indígenas" do Brasil, o que dirá de outros povos do mundo (como tentaram argumentar). Enfim, é muito triste que a intocablidade da idéia propriedade seja a desculpa para a injustiça secular contra os povos nativos desta terra.
Ainda entendo que, bradem os contrários o quanto quiserem com os jargões repetitivos para deslegitimar reivindicações por direitos, mas todas as terras indígenas deste estado devem ser demarcadas, custe o que custar, para acabar de uma vez com esses conflitos todos que lamentavelmente continuamos a assitir. De uma disputa sem fim, com infâmias intermináveis, mas quem acaba sofrendo mais, ao final, é a população mais pobre.
 
Giana G Lucardi em 27/02/2011 02:43:43
Já que o tema é violência e preconceito contra o indígena, deve-se lembrar o apoio do MPF à causa indígena. Entretanto, pergunto se não seria preconceito o MPF nunca ter enquadrado a violência praticada nas invasões indígenas financiadas por organizações internacionais, e nunca, jamais ter expresso um gesto na defesa dos direitos constitucionais de proprietários legítimos expulsos de suas casas e da Constituição. Aqui as áreas invadidas são arrendadas e nela os índios não vivem "como índios"... Uma palhaçada protegida por autoridades federais, tudo público e notório.
 
Valfrido M. Chaves em 24/02/2011 10:34:26
A CF/88 garante aos índios o direito originário sobre as terras que TTRADICIONALMENTE ocupam. TRADICIONALMENTE. Não garante o RETORNO a toda e qualquer terra nas quais um dia estiveram.
Não importa o fundamento, a causa, e essência... INVASÃO é crime!!!!!
SER ÍNDIO é uma questão étnica, de DNA. É raça. Ninguém deixa de ser negro, japonês ou branco por comportar-se dentro da LEI.
Indegenistas, abram os olhos! Cuidem dos índios e de seus direitos SIM, mas passou da hora de trata-los como CIDADÃOS BRASILEIROS.
A população brasileira tão rica e diversificada, que se orgulha de sua INTERCULTURALIDADE (que não se confunde com multiculturalidade). É hora de darmos as mãos, reconhecermos as semelhanças e respeitarmos as diferenças.
Invasão NÂO!!!!!!!!!!!
Ah, e aos indígenas: lembrem-se de ativar o alarme dos seus celulares, em prol da pontualidade!!!


 
Luana Ruiz em 24/02/2011 04:47:55
Acho que não podia nem deixar índio andar de avião se a lei pra eles é diferente não pode isso não pode aquilo, são super protegidos porém conhecem bem os direitos deles e são os maiores lãdrões e beberrões do interior, índio vive no mato igual na Amazônia índio não voa de avião, agora pra mim colocou calça jeans sapato e tem celular isso não é mais índio isso tem andar dentro da lei como todo mundo inclusive chegar no horário e tenho certeza que se eu chegar com um mega chapéu pra viajar vão pedir pra retirar para não incomodar os outros agora o cara pode viajar de alça jeans, camisa, sapato e disfarçado de índio, ou seja de cocar e chocalho na mão isso é uma sem vergonhisse absurda. Brasil não tem jeito não.
 
Marco Rondon em 22/02/2011 10:43:51
Há mais ou menos um mês presenciei um bafafá no balcão de check-in da Gol de um grupo de mais ou menos 5 pessoas que perdeu o voo, em Campo Grande. Eles ameaçavam invadir a sala de embarque, gritavam pelo gerente, xingavam. Uma das mulheres parecia que ia ter um ataque. Não fiquei tempo suficiente para ouvir tudo e tentar entender se estavam com a razão, ou não. Um dos argumentos que ouvi foi que tinha trânsito em um grande trecho da Av. Duque de Caxias (acho mesmo que isso contribuiu, porque a Prefeitura tava com obras ali). Foi triste, e imagina o transtorno, mas não teve jeito. O resto dos passageiros tinham embarcado, portas fechada, perderam o voo. Nenhum negro, nenhum índio no meio. E também se sentiram injustiçados. Pode acontecer com qualquer um. É válido brigar por seu direito de cliente/consumidor, mas não se pode tentar tirar vantagem disso, alegando discriminação.
 
Jo Magalhães em 22/02/2011 10:40:52
NÃO TEVE FALTA DE BOA VONTADE NO AEROPORTO, ESTA VIAGEM JA ESTAVA BEM PROGRAMADA. HORARIO E REGRAS DEVE SER RESPEITADAS.
(*****Tivemos imprevistos para chegar até o aeroporto da aldeia e por isso não conseguimos cumprir a 1h de antecedência que é sugerida”, detalha um funcionário da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) que acompanhou o grupo***) DEVERIA ESTAR EM SÃO PAULO 01 DIA ANTES..... VAMOS ACORDAR MAIS CEDO FUNAI......?????*****************HORARIO E REGRAS DEVE SER RESPEITADAS*************
 
Paulo Duraes em 22/02/2011 10:28:06
Vou usar o mesmo argumento de preconceito quando chegar atrasado para embarcar.
Direi que porque sou calvamente grisalho, a mocinha não quis me atender a contento, embora eu tenha chegado apenas 30 minutos antes da aeronave partir.
Ora bolas!!! Parem de se menosprezarem por quaisquer coisas que acontece com vocês.
Assumam algumas responsabilidades e daí em diante muitas portas e caminhos se abrirão.
Ficar somente choramingando por - inclusive erros próprios é um saco!
 
Orlando Lero em 22/02/2011 09:49:57
Gente, eu penso que o problema nem seria a questão do atraso, mas como isso foi explicado ao grupo de indígenas.
Concordo que não tem que ter prioridades, porém, cabe saber se os funcionários foram educados e explicaram a situação ao grupo.
Talvez a denúncia não seja de discriminaçãoe sim descaso, assim como aconteceu com eles poderia ter acontecidoc com qualquer pessoa que não tenha costume de voar.
 
Cintia Possas em 22/02/2011 09:29:48
Não pode haver preconceito, mas também não pode haver privilégios.
O tempo obrigatório de antecedência para procedimento de embarque é regra para todos. Chegar ao aeroporto faltando meia hora para a decolagem significa mesmo perder o voo, para qualquer um, não somente porque o passageiro era indígena.
A não ser que o voo esteja atrasado, nesse horário, já encerrou o embarque de bagagem, por exemplo. Eu já consegui embarcar, na correria, com pouco tempo, em casos excepcionais em que o voo estava com atraso, e o check-in ficou então aberto por mais tempo. Se o voo de Dourados estava no horário, não tinha porque retardar, ainda que fosse o governador o passageiro atrasado.
 
Fabricio Amorim Lopes em 22/02/2011 09:24:06
É muito interessante obervar que aqui em Campo Grande sempre vemos os engravatados chegarem muitas vezes em cima da hora de estar indo para a sala de embarque e mesmo assim conseguem realizar o atendimnento super rápido para que o mesmo não perca seu voo sera que relamente não houe discriminação acredito que antes de julgarmos devemos fazer a apreciação dos fatos.
 
Fabiana Neves em 22/02/2011 09:12:05
" Eu queria ver se fosse com um GENERAL"
 
jorge silva de souza em 22/02/2011 09:12:03
Os índios descobriram que algando discriminação e preconceito conseguem comover alguns mais incautos. É assim que funciona: atrasou não viaja!! Certo o funcionário.
E quando os índios invadiram a fazenda ilegalmente (ocasião em que culminou com a morte do cacique Vernon) não foi um ABUSO?
 
ricardo romero em 22/02/2011 08:31:49
Ué, querem ter vantagens até no aeroporto? O mundo inteiro tem que chegar com 1h de antecedência, porquê eles têm que ser diferentes?
 
Bruno Nodes em 22/02/2011 08:02:09
O brasileiro não cumpre com suas obrigações e quer dar um jeitinho, resolver na conversa, por favor. A regra é para todos e alegar discriminação por não ter conseguido um privilégio é um absurdo.
Deveriam atrasar a partida de outros, que também tem compromisso de horário, porque um grupo não chegou na hora?
 
Eduardo Aguiar em 22/02/2011 07:35:07
Sou solidario com a causa indigena, sempre fui e acompanhei o trabalho de Marcos Veron, grande lider indigena, sem dúvida alguma. reivindicava terras de pertencimento ancestral de seu povo.
Agora fazer do atraso um caso de preconceito.... Desculpem, mas discordo. Funcionarios da Funai, que deveriam levar os depoentes para embarcar sabe do tempo determinado pela Resolução n° 130, de 8 de dezembro de 2009 e deveria estar atentos a isso. O fato de estarem trajados como costumam vestir-se para ocasioes que julgam especiais, certamente, não foi o motivo do não embarque. Está na hora de aprendermos que devemos fazer nossa parte para que tudo funcione. Jogar aos outros a culpa de nossa irresponsabilidade torna tudo um caos.
 
amauri da silva em 22/02/2011 01:53:27
creio na força Indigena,
que a lei Brasileira sai do papel para a pratica, Brasil assinou todos os tratad Internacionais como 169 da OIT, declaração de 2007 e outras, agora est e a hora de ser

um pais de verdade cumprir as leis proprias e Internacionais a favor dos povos Indigenas ou então simplesmente rasque a constituição Brasileira de 1988.
Porque todos as mortes dos liderança injustiça Social o grande responsavel e os Estados.
 
nilcimar morales em 21/02/2011 11:47:17
Porque tudo que envolve a questão indígena tem dois pesos e duas medidas?
Se um "branco" chega atrasado no embarque não vai embarcar e pronto. Se é um "índio", o caso é de preconceito?
Se os índios pleiteiam todos os mesmos direitos dos "brancos", porque, sempre que conveniente, alegam preconceito? Direitos sim, deveres não?
É bom que a imprensa volte um tanto no tempo e divulgue o resto da história para que seus leitores realmente entendam o que se passou.
E que a justiça faça o que é certo!
 
Rodrigo Medeiros em 21/02/2011 10:59:00
Resolução n° 130, de 8 de dezembro de 2009 (http://www.anac.gov.br/biblioteca/resolucao/RA2009-0130.pdf)
PROCEDIMENTOS DE EMBARQUE


O passageiro deve apresentar-se diretamente ao check-in até 1 hora* antes do embarque portando RG original com foto, passagem aérea ou número do e-ticket (bilhete eletrônico).

Conforme Resolução nº130, da Agência Nacional de Aviação Civil, a partir de 1º de março de 2010, todos os passageiros devem apresentar um documento válido no balcão do check-in e no portão de embarque antes de acessar nossas aeronaves.

Clientes que realizarem o seu Check-in na internet ou no Totem de Auto-atendimento sem bagagem para despachar, deverão apresentar o documento válido somente no portão de embarque.

Clientes que realizarem o seu Check-in na internet ou no Totem de Auto-atendimento com bagagem para despachar ou no balcão de check-in deverão apresentar o documento válido no balcão e no portão de embarque.

É importante lembrar que caso o documento apresentado no momento do embarque não conste na relação de documentos permitidos, seu embarque não poderá ser realizado.

* Exceto para Manaus que o passageiro deve apresentar-se 2 horas antes do embarque.

DISCRIMINAÇÃO....MAIS UMA DESCULPA ESFARRAPADA....AFF
 
Gilmar candido em 21/02/2011 08:43:44
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