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Interior

Acusado de mandar matar chefe do tráfico é ferido em confronto com a polícia

Juan Ramón Flores, suspeito de ordenar a morte de Carlos “Chicharõ”, foi preso hoje na fronteira

Por Helio de Freitas, de Dourados | 27/09/2021 09:18
Juan Ramón, preso na fronteira, é vigiado por policiais paraguaios. (Foto: Direto das Ruas)
Juan Ramón, preso na fronteira, é vigiado por policiais paraguaios. (Foto: Direto das Ruas)

Policiais paraguaios e traficantes entraram em confronto na manhã desta segunda-feira (27), na fronteira com Mato Grosso do Sul. Durante a troca de tiros, Juan Ramón Ruiz Díaz Flores, 62, apontado como importante chefe do crime organizado na linha internacional, foi ferido e preso.

O confronto ocorreu na colônia Ybycui, a 25 quilômetros de Capitán Bado, cidade paraguaia separada apenas por uma rua de Coronel Sapucaia (a 400 km de Campo Grande). Flores foi ferido na perna esquerda.

Acusado de crimes nos dois lados da fronteira e com ordem de prisão no Paraguai e no Brasil, Juan Flores é apontado como mandante da execução do ex-suplente de deputado paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, o “Chicharõ”, 44, ocorrida no dia 7 de agosto deste ano em Pedro Juan Caballero, cidade-gêmea de Ponta Porã (MS).

Também importante patrão do tráfico na fronteira, “Chicharõ” teve o corpo destroçado por pelo menos 400 tiros de fuzis, pistolas e escopetas calibre 12.

Juan Ramón Ruiz Díaz Flores é irmão de dois outros traficantes que teriam sido executados por ordem de “Chicharõ” – mortes que deram início à guerra entre as duas quadrilhas, em 2019.

Ele foi preso por agentes do departamento contra o crime organizado da Policia Nacional. Fuzis, pistolas e grande quantidade de munições foram encontrados na casa. Alfredo Ruiz Díaz, sobrinho de Juan, também é procurado no mesmo caso, mas, por enquanto, permanece foragido.

O traficante localizado hoje deve ser extraditado para o Brasil, já que o mandado de prisão decretado pela Justiça paraguaia é para fins de extradição.

Chicharõ – Com reduto em Capitán Bado, Carlo Chicharõ foi executado por dez homens armados na casa onde morava com a mulher e um filho de 8 anos, em Pedro Juan Caballero.

Segundo a polícia paraguaia, os inimigos dele teriam colocado preço de 1 milhão de dólares pela cabeça do ex-político. Jurado de morte, vivia em uma casa com forte sistema de segurança e guarda-costas armados, mas os pistoleiros se passaram por agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) para ter acesso ao imóvel.

A guerra de Chicharõ com os irmãos Ruiz Díaz, também de Capitán Bado, começou em 2019 por problemas envolvendo cartel boliviano de cocaína. O primeiro a atacar os inimigos teria sido Chicharõ Sánchez, que ordenou a execução dos irmãos Martimiano, 51, e Calixto Ruiz Díaz Arévalos, 50, no dia 15 de novembro de 2019.

Pouco mais de um mês após a morte dos irmãos, Chicharõ Sánchez sofreu atentado a tiros em Piray, distrito de Capitán Bado, mas escapou, porque estava em uma caminhonete blindada.

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