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Interior

Advogado invade delegacia e agride policiais para impedir esposa de denunciá-lo

Lutador de taekwondo, suspeito deu trabalho para ser imobilizado e tentou usar profissão para não ser detido

Por Clayton Neves e Helio de Freitas, de Dourados | 16/01/2022 19:13
Caso foi registrado na delegacia da cidade e será investigado pela Polícia Civil. (Foto:Adilson Domingos)
Caso foi registrado na delegacia da cidade e será investigado pela Polícia Civil. (Foto:Adilson Domingos)

Advogado de 44 anos foi preso na tarde de ontem (15), em Dourados, depois de invadir delegacia e agredir três policiais que estavam de plantão. Segundo o Boletim de Ocorrência, o suspeito tentava impedir que a mulher registrasse denúncia de ameaça contra ele, após os dois terem um discussão em casa.

À polícia, a mulher contou que estava na casa onde os dois moram quando deu-se início a uma briga. Durante bate-boca, o homem disse. “Você vai pagar caro com isso. Vou achar alguma coisa para te ferrar. Vou achar um jeito para te prejudicar”, disse. Essa não seria a primeira vez que o advogado teria ameaçado a vítima que, inclusive, relatou já ter sido agredida fisicamente.

Diante da situação, a mulher pegou o filho do casal e foi de carro até a delegacia, no entanto, foi seguida pelo autor. Enquanto ela conversava com policiais civis que estavam na recepção, o suspeito entrou no local e tentou impedi-la de permanecer.

Então, um dos funcionários encaminhou a vítima e o filho para uma sala restrita da delegacia, porém, o suspeito se irritou e disse que também entraria na área  porque era advogado. Ele ignorou três avisos para se acalmar e não se aproximar. Na sequência, invadiu a parte interna da delegacia.

Um dos policiais tentou conter o homem, mas acabou sendo agredido. Outro agente também interviu e também foi agredido. Somente após a chegada de um terceiro servidor o advogado foi imobilizado e algemado. Durante a imobilização ele xingou a equipe e tentou usar a profissão para não ser detido.

 A esposa disse em depoimento que o marido luta taekwondo e se sentia fortalecido por isso.

O caso foi registrado como violação de domicílio, resistência, desacato e ameaça. Depois de preso, o autor se recusou a prestar depoimento e disse que ficaria calado.

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