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Interior

Áudio de câmera registra cerca de 30 tiros em execução na fronteira

Perícia encontrou 10 perfurações no corpo de João Morel, morto em Pedro Juan Caballero

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 18/05/2026 21:06

Câmera de segurança instalada perto do local onde o brasileiro João Morel, de 46 anos, foi morto a tiros nesta segunda-feira (18), em Pedro Juan Caballero, gravou o som de cerca de 30 disparos feitos com pistola 9 milímetros e fuzil calibre 5,56. O crime ocorreu por volta de meio-dia, no cruzamento das ruas Tomás L. Rojas e Paulino Ramírez, no Bairro Maria Victória, região próxima à linha internacional com Ponta Porã.

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Câmera de segurança registrou cerca de 30 disparos de pistola 9mm e fuzil 5,56 no assassinato do brasileiro João Morel, 46 anos, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A vítima conduzia uma Fiat Toro quando foi atacada por homens em um Toyota Allion prata. Com dez perfurações na cabeça e no peito, João morreu no hospital. A principal hipótese é de execução por engano, sendo o alvo real possivelmente o dono do veículo.

O vídeo não mostra a execução, mas registra a sequência intensa de tiros. Os disparos de duas armas diferentes se misturam no áudio. Em seguida, um carro prata aparece passando ao fundo da imagem. Conforme apurado pela reportagem, o veículo era ocupado pelos autores do atentado.

Ao contrário do informado inicialmente, os matadores não estavam em um Toyota Premio. A polícia identificou o carro usado no crime como um Toyota Allion prata.

João conduzia uma Fiat Toro branca, com placa de Chapadão do Sul, quando foi atacado. Ele levava a picape para um cliente da oficina de funilaria e pintura onde trabalhava. A esposa seguia logo atrás em outro carro para trazê-lo de volta ao endereço da oficina, onde o casal também morava.

A caminhonete ficou crivada de balas na lateral esquerda. Ferido, João perdeu o controle da direção e parou em um terreno baldio. A mulher dele o socorreu até o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, mas ele morreu pouco depois.

O comissário José Delgado, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Nacional, afirmou mais cedo que o atentado ocorreu a cerca de 50 metros da oficina onde João trabalhava. Testemunhas disseram aos investigadores que os autores usavam roupas camufladas.

Peritos da Polícia Nacional do Paraguai constataram dez perfurações por tiros na cabeça e no peito da vítima. Policiais paraguaios também pediram apoio das forças de segurança brasileiras para verificar se João tinha antecedentes criminais no Brasil.

A principal linha investigada considera a possibilidade de execução por engano. A suspeita é de que o alvo dos atiradores fosse o dono da Fiat Toro conduzida por João no momento do ataque.