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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

03/03/2016 13:37

Buracos se espalham e prefeitura pede dois dias de sol para recuperação

Buracos estão presentes em bairros, área central, avenidas e ruas de grande fluxo de Dourados; responsável pela manutenção diz que malha asfáltica tem até 40 anos e chuva contribui para buraqueira

Helio de Freitas, de Dourados
Buracos aumentam em ruas de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)Buracos aumentam em ruas de Dourados (Foto: Eliel Oliveira)
Todos os bairros da cidade sofrem com buracos (Foto: Eliel Oliveira)Todos os bairros da cidade sofrem com buracos (Foto: Eliel Oliveira)

Moradores de Dourados, a 233 km de Campo Grande, reclamam todos os dias nas emissoras locais de rádio e postam vídeos e fotos em redes sociais das ruas esburacadas na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. São tantos buracos que é difícil falar quais ruas estão mais comprometidas.

A buraqueira afeta bairros da periferia, regiões mais nobres, a área central e quase todas as avenidas e vias de grande fluxo de veículos. É o que acontece na Hayel Bon Faker. Principal acesso de quem vem de Ponta Porã e da região sul do país e que corta a cidade de sul a norte, a avenida tem muito buraco e trechos de ondulações, chamados de “borrachudos”.

Os buracos também comprometem ruas dos bairros de classe alta, como o Portal de Dourados. Vídeo postado em rede social mostra a Alameda dos Jacarandás tomada de buracos. No Jardim São Pedro, próximo ao Centro, os motoristas precisam andar em zigue-zague para tentar escapar das “crateras”.

Até em asfalto novo – A prefeitura alega que o maior problema é o tempo do asfalto da maioria das ruas, que estaria com a vida útil vencida. Entretanto, a buraqueira não é exclusividade das ruas mais antigas. Bairros onde a pavimentação foi feita há alguns anos também sofrem com os buracos.

Um exemplo disso é a Via Parque, avenida aberta e pavimentada em 2011 com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para ligar o Jardim Clímax, na região oeste, à Vila Cachoeirinha, na região sul. Buracos enormes surgiram na rua e moradores, usando uma carroça, jogaram restos de construção para amenizar o problema.

Asfalto velho e muita chuva – Para o responsável pelo serviço de manutenção da prefeitura, Wanderlei Carneiro, o drama dos buracos não é exclusividade da atual administração municipal, mas se arrasta há pelo menos 20 anos. Segundo ele, por causa do tempo em que a pavimentação foi feita e devido ao grande volume de chuva, é quase impossível não ver buraco nas ruas.

“Os buracos foram o drama do Braz Melo [1997-2000], do Tetila [2001-2008], do Artuzi [2009-2010] e estão sendo da atual administração porque o asfalto de Dourados tem 30, 40 anos, e nunca foi feita uma manutenção correta. A malha perde impermeabilidade, a umidade penetra e o buraco e os ‘borrachudos’ aparecem. Além disso, chove quase todo dia em Dourados há pelo menos cem dias. Só o recapeamento resolve”, afirmou Carneiro ao Campo Grande News.

Ele disse que após o atual prefeito, Murilo Zauith (PSB), assumir o município, em 2011, várias ruas receberam recapeamento, entre elas a Coronel Ponciano, Ponta Porã, Monte Alegre, parte da Presidente Vargas e Floriano Peixoto. “Nessas vias a manutenção é bem mais fácil e eficaz. Onde não teve recapeamento, tapar buraco é apenas um paliativo, porque logo abre de novo”.

Em alguns locais, moradores jogam restos de entulho para amenizar problema (Foto: Eliel Oliveira)Em alguns locais, moradores jogam restos de entulho para amenizar problema (Foto: Eliel Oliveira)

Equipes à noite – Wanderlei Carneiro disse que para fazer o serviço de tapa-buraco é preciso ficar sem chover de dois a três dias. Segundo ele, a prefeitura prepara uma força-tarefa para fazer a recuperação emergencial das ruas assim que estiar. A novidade será o serviço noturno.

“Além das cinco equipes que temos, vamos colocar mais quatro, para trabalhar das 16h às 22h e fazer o serviço de tapa-buraco, que é emergencial, mas sabemos que precisa ser feito”, afirmou Wanderlei Carneiro.

Sobre a qualidade do serviço, criticado por muito moradores, Carneiro explica que o uso de massa fria garante economia para o cofre público, pois se o tapa-buraco fosse feito com massa quente, seria “jogar dinheiro fora”.

“Mesmo que fizéssemos o recorte do asfalto e aplicação de material quente, bem mais caro, os buracos surgiriam novamente por causa do tempo de uso do asfalto. Então, optamos por um serviço mais barato até o recapeamento”, disse Wanderlei, ao explicar que atualmente o município tem uma usina para preparar a massa e faz o tapa-buraco com equipe própria.

Recurso do Estado – A prefeitura aguarda a liberação de recursos estaduais, já anunciados pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), para recapeamento de algumas avenidas da cidade, entre elas a Hayel Bon Faker, Marcelino Pires, Joaquim Teixeira Alves e Weimar Gonçalves Torres.

Moradores usam carroça para transportar restos de construção jogados em buraco da Via Parque (Foto: Eliel Oliveira)Moradores usam carroça para transportar restos de construção jogados em buraco da Via Parque (Foto: Eliel Oliveira)


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