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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

16/05/2019 08:51

Câmara julga por quebra de decoro outro vereador acusado de corrupção

Pedro Pepa, do DEM, está afastado desde dezembro; nos bastidores, boato é de que ele será absolvido, assim como Cirilo Ramão

Helio de Freitas, de Dourados
Pedro Pepa é acusado pelo MP de fazer parte de esquema criminoso montado na Câmara (Foto: Divulgação)Pedro Pepa é acusado pelo MP de fazer parte de esquema criminoso montado na Câmara (Foto: Divulgação)

Começa às 12h desta quinta-feira (16) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, a sessão especial da Câmara para julgamento do vereador Pedro Alves de Lima, o Pedro Pepa (DEM), por quebra de decoro parlamentar.

Afastado do Legislativo desde dezembro do ano passado após ser preso na Operação Cifra Negra, o vereador democrata é acusado de fazer parte de um esquema de propina montado na Câmara para fraudar licitações e permitir a contratação de empresas de tecnologia a preços superfaturados.

A comissão processante instalada em fevereiro para apurar a denúncia de quebra de decoro entregou o relatório na terça-feira (14) e pediu o arquivamento por falta de provas.

Nos bastidores políticos os boatos são de que Pedro Pepa deve ser absolvido, assim como aconteceu na noite de ontem (15) com o vereador Cirilo Ramão, o Pastor Cirilo (MDB), outro implicado na Operação Cifra Negra. A denúncia contra ele foi arquivada na Câmara, mas Cirilo continua afastado por decisão da Justiça.

A defesa de Pedro Pepa será feita pelo advogado Fernando Baraúna Recalde, o mesmo que defendeu Cirilo Ramão e conseguiu convencer número suficiente de vereadores para evitar a cassação. Doze votaram pela cassação e seis contra, mas seriam necessários 13 votos a favor – dois terços dos 19 vereadores.

Suplente Cirilo empossado após Cirilo ser afastado, o vereador Marcelo Mourão (PRB) ficou impedido de votar por ser parte interessada.

Assim como no caso de Cirilo, Pedro Pepa só será cassado se a denúncia for aprovada por 13 votos. A diferença é que na sessão de hoje, dois suplentes no exercício do mandato estão impedidos de votar – Toninho Cruz e Marinisa Mizoguchi, os dois do PSB.

Eles assumiram após o afastamento de Pedro Pepa e Idenor Mahado (PSDB), que ainda será julgado em plenário. Se os boatos se confirmarem, 11 devem votar pela cassação e seis pela absolvição e Pepa deve continuar vereador.

Entretanto, o vereador democrata só poderá voltar à Câmara após reverter na Justiça o afastamento determinado em dezembro.

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