Com alta de casos em Dourados, Saúde libera R$ 900 mil para combater chikungunya
Os casos confirmados da doença somam 1.811 no total, sendo 912 na reserva indígena
O Ministério da Saúde liberou valor emergencial de R$ 900 mil para o custeio de ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região da Grande Dourados. O anúncio foi feito na sexta-feira (27).
RESUMO
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O Ministério da Saúde destinou R$ 900 mil em caráter emergencial para combater a chikungunya na região da Grande Dourados. O recurso será utilizado para intensificar ações de vigilância, assistência e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A situação é especialmente crítica nas reservas indígenas, onde já foram registradas cinco mortes. O último boletim epidemiológico aponta 899 casos confirmados e 1.693 prováveis na região, com 37 pessoas hospitalizadas. O Ministério autorizou a contratação emergencial de 20 agentes e instalou mil estações disseminadoras de larvicida para controle do vetor.
O montante será pago em parcela única por meio do Fundo Nacional de Saúde ao fundo do município, podendo ser utilizado para intensificar estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes.
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Conforme boletim epidemiológico divulgado neste sábado (28), os casos confirmados da doença chegam a 899; os prováveis, 1.693; além de 37 pessoas internadas. O total de notificações registradas foi 1.937. Os casos descartados chegam a 244; e em investigação, 794.
Somente na reserva indígena, 5 pessoas morreram em decorrência da doença, que já tem 2.144 casos notificados e 912 confirmados, além de 936 em investigação. Outras 1.848 estão esperando o resultado dos exames, 32 pessoas com sintomas ou já com resultado positivo para chikungunya permanecem internadas.
Além disso, já está sendo realizada uma busca ativa nos territórios indígenas de Dourados, feita pela FN-SUS (Força Nacional do SUS) e pela Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
“Em um território extenso como este, não basta esperar que o paciente procure o serviço. A atuação integrada das equipes é essencial para alcançar quem mais precisa e evitar a evolução para casos graves”, pontuou o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.
Também foi instalada uma Sala de Situação, na quarta-feira (25), no Ministério da Saúde, com o intuito de coordenar as ações federais. Mais para frente, a estrutura será levada ao território indígena, com atuação integrada entre áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos públicos.
Ainda conforme o Ministério da Saúde, mais de 2,2 mil residências nas aldeias de Dourados já foram visitadas desde o início de março.
As ações dos agentes de saúde e de combate às endemias incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas, além da atuação de unidade móvel da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).
O Ministério também autorizou, em caráter emergencial, a contratação temporária de 20 agentes de combate a endemias, em parceria com a AgSUS (Agência de Gestão do SUS). Atualmente, há 34 profissionais mobilizados, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com atuação nas áreas mais afetadas.
Larvicida – As ações se juntam com a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida, que consistem em armadilhas com recipiente plástico e tecido impregnado com larvicida para atrair o mosquito. Ao entrar em contato com o produto, o inseto passa a disseminar o larvicida em outros criadouros, contribuindo para interromper o ciclo de reprodução.
Foram enviadas 300 unidades para Campo Grande, sendo que 150 já foram instaladas no bairro Jóquei Clube e em regiões adjacentes, como Santa Felicidade e Santa Fé. Na sequência, as equipes atuarão nos bairros Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga.
Antes da implementação, agentes municipais passaram por capacitação conduzida por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses.
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